A Secretaria-Geral do Sínodo dos Bispos publicou na última terça-feira (3), os primeiros Relatórios Finais dos Grupos de Estudos iniciados após a Primeira Sessão da XVI Assembleia Geral. Dentre os textos, está o do Grupo nº 3 sobre a missão no ambiente digital.
::. Assembleia, Sínodo e Concílio: qual a diferença?
O relatório reforça o meio digital como campo missionário inadiável, recordando a discussão central que surgiu durante a XVI Assembleia sobre como viver a missão da Igreja, neste tempo cada vez mais imerso na esfera tecnológica.
Entre os temas principais estiveram: “a necessidade de integrar a missão digital nas estruturas ordinárias da Igreja; uma análise aprofundada da jurisdição territorial à luz das comunidades online; e a formação de pastores e agentes pastorais na cultura digital.”.
Sabemos que a Igreja possui muitos carismas, despertados ao longo da história, para atender às realidades de cada tempo. Assim, segundo as conclusões dos estudos, o ambiente digital apresenta-se como “uma nova fronteira missionária”.
Isso reafirma o chamado de proclamar a Boa Nova também pelas telas, missão vivida já por muitos evangelizadores digitais, e que une agora o magistério da Igreja à prática destes que já “habita onde os jovens estão”.
Além disso, o texto fez um lembrete do apelo do Papa Leão XIV feito no Jubileu dos Missionários Digitais e Influenciadores Católicos, em julho de 2025, de alimentar “as redes sociais e os ambientes digitais com a esperança cristã”.
Hoje bilhões de pessoas estão conectadas. “Uma análise da Kepios aponta que 6,04 bilhões de pessoas estavam conectadas no início de outubro de 2025, alcançando uma taxa global de penetração de 73,2%.”, apontou o Vatican News.
No Brasil, cerca de 86% da população usa as mídias digitais, sendo o 5º país no mundo com mais pessoas conectadas, o que torna esse espaço estratégico para a evangelização.
Em nosso país, as redes sociais tornaram-se “frente de missão” de leigos, sacerdotes e religiosos. Esse investimento da comunicação digital, de forma responsável, tem permitido levar a Boa Nova a muitos, especialmente a quem está distante de uma vivência comunitária.
“Se a Igreja é chamada a evangelizar os povos e grande parte das pessoas está nas redes sociais, é fundamental que ela também esteja nesses espaços”, disse Raylson, jovem missionário digital.
Assim como Raylson, outros influenciadores brasileiros partilharam suas experiências ao Vatican News, como Robson Landim, missionário da Comunidade Aliança de Misericórdia, e Ronnaldh Oliveira, jornalista atuante em projeto de comunicação da CNBB.
Todos eles perceberam que estender o apostolado para as redes era uma oportunidade de alcançar e engajar mais pessoas.
“Eu me sinto vocacionado a acompanhar as juventudes. E para acompanhar os jovens, nós precisamos habitar onde eles habitam.”, afirmou Ronnaldh Oliveira.
Além disso, o jornalista ressaltou a rapidez das interações pelas telas, dizendo que os usuários “comentam, compartilham, salvam e expressam sentimentos muito rapidamente”. Esse fato, segundo ele, exige diálogo ágil, presença e acompanhamento.
O Documento Final do Sínodo alerta que a evangelização no ambiente digital enfrenta desafios importantes, pois as redes sociais são moldadas por algoritmos que tendem a favorecer a polarização e destacar conteúdos polêmicos que geram maior engajamento.
Nesse contexto, missionários digitais apontam o risco de evangelizadores se deixarem conduzir por essa lógica, transformando o anúncio cristão em mera propaganda religiosa ou em discursos polarizados.
O texto sinodal também comunica que uma fé vivida apenas no ambiente digital pode tornar-se “desencarnada”, isso quer dizer, sem vínculo com pessoas e a vida sacramental. Por isso, reforça que a missão nesse ambiente deve, sobretudo, conduzir ao encontro presencial na comunidade da Igreja.
A Igreja entende, portanto, que evangelizar nas redes não é apenas uma possibilidade, mas uma necessidade atual, pois a missão deve estar onde as pessoas estão, inclusive nas telas.
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Fonte: Vatican News
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