Espiritualidade

A fé mesmo na doença

Independente da cura, a crença em Deus é o nosso maior alicerce

Escrito por Isabela Araujo

24 JAN 2023 - 10H51 (Atualizada em 25 JAN 2023 - 08H49)

Shutterstock/ KieferPix

Leia MaisComo lidar com as dificuldades da vida cristã?Para amar é preciso saber perdoarA sinodalidade no dia a dia“O coração do homem planeja seu caminho, mas é Javé que dirige seus passos.” (Provérbios 16,9)

As vontades de Deus sempre são maiores que as nossas, Seus caminhos são mais certos que os nossos, pois a Ele pertence o futuro. Independente do que aconteça na sua vida, Deus está ciente e nos cabe aceitar Sua decisão.

Acaba sendo mais fácil aceitarmos a Sua vontade quando ela coincide com a nossa, mas e quando ela coloca em nosso caminho dificuldades, como uma doença?

Shutterstock/ fizkes
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Para o Pe. Ferdinando, Missionário Redentorista, “a fé é apostar na pessoa de Cristo”, bem como em seu ensinamento, o Evangelho.

“A fé é assumir o dom da vida e assumir o que o Senhor nos coloca diante de nós, mesmo que seja coisa difícil”, explica o Padre.

O Missionário Redentorista ainda trata sobre como a vida humana tem suas limitações, mesmo ela se misturando com a fé, a realidade que enfrentamos em nossa existência pode nos colocar, em muitos momentos, no lugar de vulnerabilidade.

“É aí, nessa realidade, que eu faço a grande experiência de fé, de confiar no Senhor mesmo tendo de atravessar o vale de lágrimas, como rezamos na Salve Rainha. Então vejamos que a fé não é satisfação psicológica ou semelhante, ela é a caminhada com a própria pessoa de Jesus e o próprio Cristo atravessou situações tão difíceis, exigentes, em sua própria vida”, relembrou o Padre, sobre como Jesus também enfrentou dificuldades em sua vida terrena.


Shutterstock/ CGN089
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A fé ajuda na prevenção e tratamento de doenças

Diversos estudos científicos tem evidenciado a relevância da fé durante tratamentos e, ainda, na prevenção de algumas doenças.

De acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), a espiritualidade pode, sim, reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

“Diferentes pesquisas descrevem que a fé e a espiritualidade podem ajudar a reduzir sintomas como ansiedade, depressão e estresse, além de mudar hábitos como parar de beber e fumar. Em consequência, podem diminuir o risco de doenças cardiovasculares.”, publicou a Sociedade.

A espiritualidade facilita a vida, pois se sabe que existe algo maior, e exatamente por esse maior, o perdão, a felicidade e a gratidão, por exemplo, são mais presentes na vida destas pessoas.

“É o conjunto de atitudes que as pessoas adotam na sua prática de vida e a maneira como se relacionam. A capacidade de perdoar, que elimina mágoas e é um conceito ligado à espiritualidade, é um exemplo disso. Tudo pode interferir no estado emocional, que influencia a saúde e o tratamento de doenças.”, explica o médico Álvaro Avezum, em publicação da SOCESP.

Reprodução/ Vatican News
Reprodução/ Vatican News
Chiara Corbella com seu filho Francesco no colo, em audiência com Papa Bento XVI


Chiara Corbella Petrillo, um exemplo de fé mesmo nos momentos mais difíceis

"Não importa o que fizer, haverá sentido apenas se for em função da vida eterna". Chiara Corbella

A Serva de Deus, Chiara Corbella, faleceu aos 28 anos, em 2012, e deixou um amplo e profundo legado sobre sua forma de viver a vida e a sua fé, sendo um exemplo de santidade.

Chiara vivenciou duas gestações complexas para a vida terrena: sua primeira filha possuía uma má formação na cabeça, o que resultou na falta do cérebro; segundo filho também não sobreviveu, pela existência de deficiências múltiplas.

A jovem e seu marido, Enrico Petrillo, sempre confiaram na vontade de Deus e mesmo no caso da primeira gravidez o aborto ser uma possibilidade da medicina, escolheram seguir os planos dEle.

De acordo com relatos, ao invés de darem espaço para a tristeza de não terem seus filhos na vida terrena, eles saboreavam da felicidade de os terem na eternidade, junto de Cristo

Na terceira gravidez de Chiara, ela descobre um câncer, mas opta por adiar o tratamento de quimioterapia para preservar a vida de seu filho Francesco. Após seu nascimento, ela é diagnosticada como doente terminal.

Neste momento que precedeu sua glória junto a Cristo, a jovem se preparou diariamente com a Eucaristia e com aconselhamento espiritual do padre Vito, amigo da família.

“Muitas vezes nós comparamos o sofrimento com uma dança. É Deus que nos convida a dançar com Ele, e se você diz sim, descobre que junto à dor também estão a paz e a alegria.” - Enrico Petrillo.

Fonte: Comunidade Católica Shalom, sobre Chiara Corbella Petrillo

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