Espiritualidade

Como lidar com pessoas que nos causam “ranço”?

Escrito por Letícia Dias

04 MAR 2024 - 07H00 (Atualizada em 04 MAR 2024 - 11H30)

Cast Of Thousands/ Shutterstock

Como cristãos, somos chamados, sempre e a todo momento, a perdoar aqueles que nos ofendem, causam feridas e muitas vezes sentimentos de raiva e de desprezo, o que vem sendo chamado nos últimos tempos de “ranço”. Leia MaisPapa Francisco diz que perdoar é condição para os seguidores de CristoPor que temos que perdoar?

O convite ao perdão é direcionado a cada um de nós, pois Nosso Senhor é o primeiro a perdoar as nossas falhas cotidianas e a nos acolher em Seus braços quando pecamos “feio”. Basta pedirmos perdão e, se for o caso, procurar o Sacramento da Confissão.

“Como o Senhor vos perdoou, perdoai também vós.” (Col 3, 13). Contudo, perdoar alguém e deixar de sentir ranço muitas vezes não é uma tarefa fácil e instantânea, mas Santa Teresinha do Menino de Jesus ensina a como alcançar essa graça.

Ela mesma narra, em um de seus manuscritos, que havia uma irmã no Carmelo que possuia o dom de desagradá-la pelo simples falar e agir. Apesar disso, Teresinha buscava praticar alguns gestos concretos e se libertar disso.

Basílica de Santa Teresinha - Lisieux
Basílica de Santa Teresinha - Lisieux


Listamos 3 atitudes de Santa Teresinha para que você também possa colocar em prática:

1. Rezar pela pessoa

“… não querendo ceder à antipatia natural que sentia, disse a mim própria que a caridade não devia ser composta por sentimentos, mas por obras. Decidi então fazer por esta irmã aquilo que faria pela pessoa que mais amasse. Cada vez que a encontrava rezava ao Senhor por ela, oferecendo-Lhe todas as suas virtudes e méritos”.

2. Sorrir

“Não me contentava em rezar muito pela irmã que me suscitava tantos combates, obrigava-me a fazer-lhe todos os favores possíveis e, quando tinha a tentação de lhe responder de modo desagradável, contentava-me em lhe fazer o meu sorriso mais amável e fazia por desviar a conversa.”

3. Agir com naturalidade

“E também muitas vezes, tendo algumas relações de trabalho com essa irmã, quando os embates eram demasiado violentos, fugia como um desertor. Como ela ignorava totalmente o que eu sentia por ela, nunca desconfiou dos motivos da minha conduta e continua persuadida de que o seu caráter me agrada.”


Fonte: Manuscrito autobiográfico C 13 v°-14 r°

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