Espiritualidade

Você sabia que o Tríduo Pascal é uma única celebração?

O Tríduo Pascal não é apenas um período de preparação para a Páscoa, mas sim uma grande celebração do mistério pascal. Leia a matéria completa abaixo!

Escrito por Giovana Marques - Editado por Vitória Victal

11 ABR 2025 - 14H39 (Atualizada em 27 MAR 2026 - 13H44)

Thiago Leon

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Tríduo Pascal não é apenas um período de preparação para a Páscoa, mas sim uma grande celebração do mistério pascal. Ele engloba 3 momentos principais: a paixão, morte e ressurreição de Cristo.

O Tríduo começa na missa vespertina da Ceia do Senhor (Quinta-feira Santa), segue com seu ponto central na Vigília Pascal (Sábado de Aleluia) e encerra-se nas vésperas do Domingo da Ressurreição. É o momento mais importante do ano litúrgico, pois celebra a morte de Cristo e a sua ressurreição, que renovou a vida humana.

Na carta de 1999 do Papa João Paulo II aos sacerdotes, ele reforça:

“O Triduum Sacrum, os dias santos por excelência, durante os quais participamos misteriosamente no regresso de Cristo ao Pai, por meio da Sua Paixão, Morte e Ressurreição. A Sua Páscoa é também a nossa Páscoa” Papa João Paulo II

Portanto, o Tríduo Pascal deve ser compreendido como uma única e contínua celebração, não dividida, onde os fiéis participam ativamente do mistério pascal de Cristo. Os momentos vividos no Tríduo são ricos de significado e todo católico, ao passar por eles, tem a oportunidade de tirar aprendizados de conversão.

O Tríduo Pascal é uma celebração única em três dias, com início na Quinta-feira Santa, quando celebramos a Ceia do Senhor e recordamos a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, e conclusão na solene celebração da Vigília Pascal, no Sábado Santo.

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Os momentos vividos no Tríduo são ricos de significado e todo católico, ao passar por eles, tem a oportunidade de tirar aprendizados de conversão.

Você já refletiu sobre os ensinamentos que podemos tirar com as celebrações do Tríduo Pascal?

O Tríduo Pascal nos ensina sobre:

• Humildade

A Quinta-feira Santa nos recorda o gesto de Jesus: “levantou-se da mesa, tirou o manto e, tomando uma toalha, colocou-a à cintura. Em seguida, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido.” (Jo 13, 4-5)

Quantas vezes nos é difícil abrir mão das nossas próprias ideias e rancores para servirmos aos outros. Jesus, sendo quem era, ensina o caminho contrário ao orgulho e à soberba: o do serviço e do desapego de si mesmo.

Vatican Media
Vatican Media

• Caridade

Também na Quinta-feira Santa, Jesus institui o mandamento do amor: “Este é meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: dar a vida por seus amigos.” (Jo 15, 12-13)

Os dias acelerados por demandas pessoais e de trabalho podem nos levar a um individualismo, a fecharmos em nós mesmos e não enxergarmos as necessidades das pessoas ao nosso redor. Jesus chama-nos para o amor, a dar a vida em favor de muitos, aí está o verdadeiro sentido da vida do cristão.

Antonio Gravante/ Shutterstock
Antonio Gravante/ Shutterstock

• Piedade

Na Sexta-feira Santa celebramos a Paixão do Senhor: “Era cerca da hora sexta quando o sol se escureceu e a terra inteira cobriu-se de trevas até a hora nona. A cortina do templo rasgou-se pelo meio. Gritando com voz forte, Jesus disse: “Pai, em vossas mãos entrego meu espírito”. Dizendo isto, expirou.” (Lc 23, 44-46)

Não nos resta outra atitude senão adorar a Cruz do Senhor. A Cruz é a consequência do Amor de Deus por nós. Tanto nos amou e, amou até o fim. Aprendemos neste dia penitencial a adorar e beijar a Santa Cruz, sinal da nossa salvação.

Thiago Leon
Thiago Leon

• Alegria

Na noite Santa da Vigília da Páscoa, celebramos a ressurreição: “Tendo Jesus ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. Ela foi dar a notícia aos que tinham sido seus companheiros, e que estavam aflitos e choravam.” (Mc 16, 9-10)

Aquele que nos ama venceu a morte! Um cristão não é mais triste diante dessa notícia. Mesmo que nos entristeçamos por vezes com alguns sofrimentos, a Vigília Pascal nos ensina que a alegria é própria de quem conhece o Cristo vivo que nos abriu as portas do céu!

fizkes/ Shutterstock
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