Pensar em Deus é essencial para o homem. Desde os primórdios da Filosofia, o ser humano busca compreender o ambiente divino como parte fundamental do mundo, ou seja, fenômenos naturais, como os raios, trovões, terremotos, tsunamis e outros cataclismas eram explicados como ações dos deuses.
E não era diferente em Israel. A ação de Deus como interventor na vida humana é sempre relatada como fenômenos naturais, como por exemplo a coluna de fogo, a passagem de Deus como uma brisa suave.
Leia MaisPensar a realidade: Um desafio filosófico na modernidade O que nos ensina a Filosofia?Pensar em Deus por meio da razão passa a ser fundamental para a humanidade a partir do século XVII, com o Iluminismo, e tem seu ápice com a modernidade tecnológica nos séculos XIX e XX, onde as grandes descobertas científicas ajudaram também a compreender a ação de Deus no mundo.
Filosoficamente, pensar em Deus é pensar num Ser Transcendente, que habita numa realidade para além da humanidade, onde o tempo-espaço não existem, mas há a eternidade.
Deus é o autor da vida, que permite que os caminhos sejam trilhados e desenvolvidos. A evolução humana, como a própria Ciência explica, é um processo que se deu há milhares de anos, e não se nega que a vida é uma ação divina.
Portanto, pensar em Deus por meio da razão é estar aberto às verdades cientificas, que ao longo dos anos são comprovadas, mas perceber que a ação divina está presente também na ciência e nos fatos que ela comprova.
Deus-Criador, autor da vida, se revela nos eventos que a humanidade presencia. A beleza divina é comprovada pela ciência, pela razão.
O mistério à luz da razão
A sabedoria dos nossos antepassados provinha não só do sentimento, mas também da razão, porque sabiam distinguir os sinais, as figuras, tudo aquilo que se manifestava ao ser humano que, para os povos antigos, revelavam a presença de Deus. A sabedoria dos povos semíticos, ou seja, daqueles povos que habitavam a região do Oriente Médio, nascia da experiência de vida. E o mistério se manifestava nos acontecimentos do dia-a-dia.
Segundo Hegel, filósofo alemão do século XVII, a religião não pode excluir o sentimento, pois é a partir do sentimento que se existe religião. Entretanto para se explicar o mistério de Deus, não podemos ficar somente presos aos sentimentos, mas devemos partir para o campo da razão.
O mistério que se revela à luz da razão é a manifestação de Deus na história do homem, em fatos comprovados pela Ciência. Um exemplo seria a teoria do Big Bang, a origem do universo, que hoje já é aceita tanto pela Igreja, quanto pela Ciência, de que tudo foi criado a partir do nada, com uma explosão, e a partir daí, surgiram galáxias, sistemas solares, planetas e a vida humana.
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