Espiritualidade

Quem foi Santa Brígida, declarada co-padroeira da Europa?

Brígida da Suécia deixou-nos um exemplo de vida santa na vocação familiar e religiosa.

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Escrito por Giovana Marques

23 JUL 2026 - 10H19 (Atualizada em 23 JUL 2026 - 11H03)

Wikipedia

A Igreja celebra em 23 de julho a memória de Santa Brígida, co-padroeira da Europa, título atribuído pelo Papa João Paulo II em 1999. Ao lado dela, estão Santa Catarina de Siena e Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein).

“Três grandes santas, três mulheres que, em épocas distintas, duas no meio da Idade Média e uma no nosso século, se destacaram no amor efetivo pela Igreja de Cristo e pelo testemunho prestado à sua Cruz.” São João Paulo II.

A data festiva é uma oportunidade para os fiéis se aproximarem da vida desta mulher que teve uma influência significativa para a Igreja em sua época e ainda nos dias de hoje inspira com sua história de serviço a Deus.

Brígida nasceu na Suécia (1303-1373), foi mãe, esposa, mística e fundou a Ordem do Santíssimo Salvador, conhecida como Ordem de Santa Brígida. Pela sua vida doada em cada uma dessas vocações, a santa deixou rastros capazes de iluminar leigos e religiosos.

Doou-se com amor em todos os chamados

Ela cresceu em uma família nobre e, desde a infância, vivia sua fé cristã. A pedido do pai, concretizou a vocação ao matrimônio, casando-se ainda jovem. Brígida teve um casamento feliz que gerou oito filhos. Com seu marido, fundou um pequeno hospital e atendia os doentes; além disso, tinha o hábito de servir pessoalmente os pobres.

Após a morte de seu marido e com a intensidade de sua vida espiritual, acabou por fundar a ordem religiosa.

Suas visões e prática das Quinze Orações

Em suas experiências místicas, destacavam-se as relacionadas aos sofrimentos do Senhor. Dentre as revelações estão as "Quinze Orações" sobre os mistérios da Paixão e Morte de Cristo, que ensinam sobre a Via Crucis como forma de conduzir ao arrependimento e amor a Deus.

Segundo a tradição, nessas orações existiam supostas promessas reveladas à santa em uma visita à Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, como: a libertação de quinze almas do Purgatório e a conversão de quinze pecadores da família de quem as recitar diariamente por um ano.

*Embora seja uma prática de devoção muito difundida e atribuída à Santa Brígida, não há evidências de que essas promessas foram direcionadas especialmente a ela e também não possuem aprovação eclesiástica, ou seja, não foram reconhecidas e validadas pela Igreja.

Proclamada co-padroeira da Europa

Na Carta Apostólica da Proclamação de Santa Brígida como co-padroeira, o Papa João Paulo II a destacou como modelo muito concreto de santidade, a qual a Europa carecia.

Segundo ele, os santos são “o segredo” do passado e a esperança do futuro da Igreja. No texto, a santidade é descrita como o que deu sustentação à história cristã e como o que deveria voltar a inspirar o rumo da Europa.

Vatican Media Vatican Media

Além disso, o exemplo de Brígida, para o papa, encarna a ligação entre vida cristã comum e missão eclesial.

Como dito anteriormente, ela não é apresentada apenas como mística: a primeira parte da sua vida é a de esposa e mãe, unindo amor conjugal à oração, estudo das Escrituras, mortificação e obras de caridade, com o projeto de serviço aos doentes (hospital) e cuidado pessoal dos pobres.

Por fim, Santa Brígida foi conduzida a uma missão voltada à Igreja e aos acontecimentos da história. O Papa destaca que, após ficar viúva, Brígida reconhece “a voz de Cristo” que lhe confia uma nova missão, guiando-a “passo a passo” por graças místicas.

Santa Brígida, rogai por nós!

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Fonte: Minha Biblioteca Católica | Santa Sé

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