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Espiritualidade

Santo Antonio Maria Claret e a Ação Católica

João Antonio Johas Leão (Arquivo pessoal)

Escrito por João Antônio Johas Leão

22 OUT 2021 - 01H00 (Atualizada em 22 OUT 2021 - 11H02)

Santo Antônio Maria Claret nasceu na Espanha, em uma família profundamente católica, que se dedicava à fabricação têxtil. Ele foi beatificado em 1934, pelo Papa Pio XI. Três anos mais tarde, Pio XI disse que esse santo foi o “precursor da Ação Católica do mundo moderno”.

O que significa isso? O que podemos ver na vida desse santo que levou o Papa a tal afirmação? Esse movimento Ação Católica que o Papa via com olhos muito positivos, provocou algumas dificuldades também no seio da Igreja. Mas qual era o desejo de Pio XI?

Claret se dedicou bastante ao trabalho da família, desde os 12 anos. O esforço do garoto era tão grande que acabou deixando de lado, em parte, a vida piedosa que teve até então. Isso significa que ele deixou de rezar como rezava e de participar da Eucaristia com mais frequência. O trabalho foi tomando conta de toda a vida dele, até que em um momento, depois de algumas frustrações na vida e, sobretudo, depois de se encontrar com uma passagem do Evangelho, decide optar por responder a sua vocação sacerdotal. A passagem que o animou:

"Portanto, de que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mc 8, 36)

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Em um mundo marcado por tantas dificuldades e desigualdades, muitas pessoas podem acabar achando que a salvação não vem mais de Deus, mas do próprio esforço. Isso acontece quando o trabalho consome cem por cento da nossa vida, a ponto de não deixarmos mais espaço para Deus.

Não é que o trabalho seja ruim, pelo contrário, ele dignifica o homem, mas se nos tornamos escravos dele, certamente algo não está em seu lugar. Deus quer que lhe demos glória por meio do nosso trabalho, não que sejamos esmagados pelo peso que significa trabalhar.

A Ação Católica entraria nesse contexto difícil para dar uma resposta ao homem trabalhador, para que, assim como o Santo Antonio Maria Claret, não se esquecesse de Deus no meio de um mundo tão difícil.

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O Papa Pio XI, que viveu nesses tempos difíceis em que teve de explicitar ao mundo os perigos do comunismo ateu, escreveu uma encíclica chamada Divini Redemptoris, na qual mostra como a Ação Católica era importante como meio de apostolado social.

Ele diz:

“É função da Ação Católica disseminar amplamente, por meio da propaganda oral e escrita, os princípios fundamentais que hão de servir para a construção de uma ordem social cristã, como se depreendem dos documentos pontifícios”.

Que possamos perceber, então, que a questão de fundo aqui é que todos possamos, mesmo em meio as dificuldades apresentadas pelo mundo que nos rodeia, permanecermos firmes em nossa fé, com Cristo no centro de nossas vidas, como o fez Santo Antonio Claret.

Não é uma missão fácil, mas é preciso ter a certeza de que na medida em que tiramos Deus das nossas vidas por qualquer motivo, vamos caindo em um estilo de vida que não trará a felicidade que desejamos, pelo contrário, vamos nos tornando cada vez mais distantes da verdadeira felicidade, que vem do verdadeiro encontro com Deus.

Escrito por
João Antonio Johas Leão (Arquivo pessoal)
João Antônio Johas Leão

Licenciado em filosofia, mestre em direito e pedagogo em formação. Pós-graduado em antropologia cristã e entusiasta de pensar em que significa ser cristão hoje.

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Por Redação A12, em Espiritualidade

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