A Quaresma é um dos tempos de graça e penitência do calendário litúrgico da Igreja Católica. Durante 40 dias, os fiéis adentram um período favorável à conversão, à revisão de vida e à preparação para a Páscoa. Uma dúvida comum é sobre as orações na Quaresma, tem um horário fixo?
Pe. José Carlos de Melo, o Pe. Carlinhos, pároco na Arquidiocese de Aparecida, explica que o essencial é reservar um tempo para Deus, de acordo com a rotina de cada um:
“Não existe nada de norma ou lei ou qualquer orientação que tenha que ser feito em tal horário específico, mas o importante é fazê-los de acordo com a sua realidade de vida.”
A Igreja orienta que a Quaresma é um tempo de preparação para a celebração da Ressurreição. O Catecismo da Igreja Católica, no número 540, recorda que os 40 dias evocam o retiro de Jesus no deserto antes do início da vida pública.
Agora é o tempo propício para a conversão. A Constituição Sacrosanctum Concilium, do Concílio Vaticano II, reforça que este tempo tem caráter penitencial e batismal.
Em diversas comunidades, a Via-Sacra, a adoração ao Santíssimo e o terço acontecem nas primeiras horas do dia.
“Posso dizer que a madrugada é uma forma de viver o sacrifício e a penitência, pois acordar de madrugada é uma forma de privação de sono, oferecida como sacrifício a Deus durante os 40 dias de Quaresma”, explica Pe. Carlinhos.
A prática também encontra fundamento bíblico. O Evangelho relata que Jesus buscava momentos de oração durante a noite. Em Evangelho de Marcos, lê-se: “De manhã, bem antes de clarear o dia, ele se levantou, saiu, foi para um lugar deserto e lá ficou rezando.” (Mc 1,35)
A madrugada favorece o silêncio, que ajuda na meditação da Paixão de Cristo.
“É um horário em que o silêncio domina, proporcionando um ambiente propício para a meditação profunda na Paixão de Cristo e maior intimidade com Deus. Ainda assim, não é uma obrigação”, completa.
A Quarta-feira de Cinzas apresenta o núcleo do caminho quaresmal em Evangelho de Mateus (Mt 6,1-6.16-18): oração, jejum e esmola.
Essas práticas se complementam durante esse tempo litúrgico e servem de guia aos fiéis:
• Oração: fortalece a relação com Deus.
• Jejum: educa o desejo e ordena a vida interior.
• Esmola (caridade): amplia o olhar para o próximo.
Sobre o jejum, a Escritura recorda:
“Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Dt 8,3; cf. Mt 4,4).
A oração deve ser autêntica, pois o próprio Cristo alerta contra a ostentação em Mateus, capítulo 6.
Além dos três pilares, a tradição propõe outras práticas que ajudam na conversão:
• Via-Sacra
• Leitura orante da Palavra
• Retiro espiritual
• Visita a doentes e idosos
• Adoração ao Santíssimo
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A Igreja não estabelece um horário obrigatório para rezar na Quaresma. O essencial é a fidelidade na oração.
“Vivenciar os exercícios quaresmais na madrugada é uma escolha pessoal e consciente. O que importa é fazer, é orar, é se preparar para a grande festa da Ressurreição de Jesus”, diz o padre.
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Fonte: Catecismo da Igreja Católica
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