Por Pe. Inácio de Medeiros, C.Ss.R Em História da Igreja Atualizada em 06 AGO 2020 - 09H53

75 anos da bombas atômicas lançadas sobre cidades do Japão

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No dia 06 de agosto de 1945, um bombardeiro B-29 apelidado de Enola Gay, despejou uma bomba de urânio (ironicamente chamada de “little boy”) sobre a cidade de Hiroshima, no Japão. A bomba explodiu a 570 metros do solo. Formou-se então uma imensa bola de fogo no céu, que chegou a uma temperatura de 300 mil graus Celsius, gerando uma imensa nuvem de fumaça na forma de cogumelo, que alcançou mais de 18 km de altura.

Estimativas indicam que mais de 140 mil pessoas tenham morrido no ato da explosão. Milhares de pessoas foram simplesmente evaporadas e desapareceram sem deixar vestígio.

Três dias depois, em 9 de agosto, um novo alvo foi atingido. Sobre a cidade de Nagasaki, outro bombardeiro B-29, o Bockscar, despejou uma nova bomba, apelidada de “Fat Man”, bomba feita de plutônio, mais forte ainda do que a que havia explodido sobre Hiroshima.

A topografia de Nagasaki, localizada entre montanhas, impediu uma maior irradiação dos efeitos da bomba. Entretanto, mais de 40 mil pessoas morreram no ato da explosão.

Além das mortes provocadas em decorrência da ação direta das duas bombas, dezenas de milhares de pessoas morreram posteriormente, em decorrência da radiação. Apesar de pouco se falar sobre isso, até hoje se sentem as consequências funestas na população japonesa.

Leia MaisExplosão em Beirute: Veja vídeos e o que disse o PapaPouco depois, no dia 02 de setembro de 1945, o Imperador japonês assinou a rendição completa do país.

Nas explicações apresentadas pelo então presidente dos EUA, Harry Truman, a utilização da bomba atômica se justificava pelo cancelamento de uma possível invasão do Japão, o que, segundo ele, traria muito mais mortes.

Mas o que ficou para a população japonesa, em particular, e para a população mundial, em geral, foi a inauguração de uma nova era na história da humanidade, marcada pelo terror gerado por esse novo instrumento militar.

A posse de artefatos nucleares não ficou restrita aos Estados Unidos. Vários países passaram a investir no desenvolvimento e posse da tecnologia nuclear.

Para nunca mais acontecer

Neste ano completa-se o 75º aniversário do bombardeio nuclear de Hiroshima e Nagasaki. A decisão dos EUA de usar armas nucleares ainda gera controvérsias, cercadas ainda de desinformação, existindo razões que só os vencedores apontam como justificativa.

Colocar fim ao conflito em seis meses, ou em até um ano antes do esperado ou previsto, pode explicar, em parte, a medida extrema. O fim da guerra poupou milhares de vidas asiáticas (incluindo japonesas) e algumas dezenas de milhares de vidas americanas, afirmam os que defendem o uso da bomba.

Outros ainda se perguntam por que as bombas foram lançadas sobre o Japão, e não sobre a Alemanha?

Hoje se sabe que as bombas chegaram a ser armadas contra Hitler, mas ele morreu (ou se matou) antes, em abril de 1945, diante da vitória certa de seus inimigos e, com isso, a Alemanha foi poupada desse destino.

Na realidade, a consciência ética universal considera algumas armas ilícitas em qualquer ocasião ou circunstância, e, entre elas, deve ser incluída a bomba atômica.

O Japão tornou-se, até hoje, o único país que conheceu o efeito do fogo nuclear, mas a humanidade vive agora constantemente ameaçada pela guerra nuclear, o que provocaria a catástrofe global da humanidade, uma vez que o arsenal hoje existente pode erradicar a existência do ser humano da face da terra. Além disso, temos a possibilidade concreta de acidentes, de atentados de grupos terroristas, como também a possibilidade concreta de desastres como aquele que aconteceu em Fukushima, no mesmo Japão, que todos nós bem recordamos.

Escrito por
Padre Inácio_3 (Juan Ribeiro / Rede Aparecida)
Pe. Inácio de Medeiros, C.Ss.R

Redentorista da Província de São Paulo, graduado em História da Igreja pela Universidade Gregoriana de Roma, já trabalha nessa área há muitos anos, tendo lecionado em diversos institutos. Atuou na área de comunicação, sendo responsável pela comunicação institucional e missionária da Província de São Paulo, atualmente é diretor da Rádio Aparecida

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