Por Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam) Em Histórias de Vida

O pai que fingiu de palhaço

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Certa vez, um pai não conseguia dialogar com seus filhos. Todas as tentativas eram fracassadas. Os filhos até evitavam ficar junto com ele. Chegou ao ponto de o pai se sentar para ver a televisão e os filhos irem saindo, um por um, até ele ficar sozinho.

O motivo eram as exigências do pai a respeito do bom comportamento. Diziam que ele era “quadrado”, que o mundo mudou e ele ficou para trás etc.

Entretanto, o pai era uma pessoa sensata e inteligente. Os filhos é que estavam errados e iam na onda do mundo pecador. O maior desejo do pai era ser amigo de seus filhos e ouvir a opinião deles, mesmo que contrária à sua, mas nem isso conseguia.

Aquele pai teve uma ideia. Como tinha acabado de chegar um circo à cidade, ele alugou uma roupa de palhaço e guardou escondida na firma onde trabalhava. Numa sexta-feira, avisou a família que ia fazer uma viagem a serviço da firma e só voltaria na segunda-feira.

No sábado à tarde, ele vestiu a roupa de palhaço, tomou um táxi e desceu a um quarteirão de sua casa. Chegou e apertou a campainha. Veio o filho mais velho. O pai falsificou a voz e se apresentou dizendo: “Eu sou o palhaço do circo. Vim convidá-los para a cessão de hoje à noite, e ao mesmo tempo fazer uma breve pesquisa com a família”. “Pois não”, disse o moço. “O senhor pode entrar e sentar-se”.

A família se reuniu, o palhaço pegou uma prancheta e começou a fazer as perguntas. Perguntou sobre a escola que cada um frequentava, sobre os amigos... O papo ia gostoso, até que a menininha mais nova disse espantada: “Mãe, o palhaço está chorando!” Era verdade. Nesta hora, ele não aguentou mais e tirou a máscara. Foi só choradeira.

Que na nossa casa os pais não precisem inventar uma estratégia como esta, para conversar e dialogar com os filhos. Se já houve falhas, pelo menos daqui para frente que não haja mais e os filhos acolham bem os pais. Que na família todos tenham espaço para se abrir e dialogar.

Maria Santíssima é a Rainha das famílias. Que ela interceda pelas nossas famílias, a fim de que estejamos sempre unidos, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até a morte.

Escrito por:
Padre Antônio Queiróz dos Santos (Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R)
Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam)

Missionário redentorista, recolheu ao longo de seu ministério centenas de histórias que falam de forma simples e popular da fé e das realidades do povo de Deus.

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