Igreja

5 considerações do Núncio Apostólico da Ucrânia sobre a guerra

Bispo da região fala sobre os sinais de esperança em meio à situação tão dramática criada pela guerra

Escrito por Redação A12

16 AGO 2022 - 15H55 (Atualizada em 17 AGO 2022 - 11H45)

Vatican Media

No último dia 15 de agosto, o arcebispo Visvaldas Kulbokas, que é Núncio Apostólico, ou seja, uma espécie de embaixador do Vaticano na Ucrânia, celebrou a Santa Missa na Catedral da Assunção, na cidade de Odessa. Durante a Solenidade, um ícone da Virgem Maria recebeu uma coroa abençoada pelo Papa Francisco no final da Audiência Geral, em 3 de agosto.

Leia MaisÉ preciso semear vida e não morte, paz e não guerra!Padre brasileiro evangeliza em meio à guerra na UcrâniaEm entrevista para a Vatican News, Dom Kulbokas falou como a população católica da Ucrânia está vivendo sua fé neste período de conflitos que já dura quase seis meses, sobre o significado da festa da Assunção E também como o Papa Francisco está acompanhando este momento.

Dentre os assuntos abordados, confira cinco considerações do Núncio ucraniano.


Proteção da Virgem Maria em um momento caótico

“Como bem sabem, este período da guerra na Ucrânia é muito pesado e não é possível nem mesmo ouvir todos os testemunhos sobre este conflito. Quando vemos uma situação tão dramática, não temos escolha a não ser a Mãe de Deus, nossa protetora. Em uma guerra tão dramática em toda a Ucrânia - e neste período especialmente nas regiões de Mykolaiv, Kharkiv, Zaporizhia e Odessa - cada manhã que acordamos agradecemos ao Senhor pela vida, pelo dom de um novo dia. E mesmo que perdêssemos esta vida humana, o Céu permanece, nossa grande aspiração. Será o momento da união, da nossa união com a Mãe de Deus e com todo o Céu. Pedimos à Mãe de Deus que nos proteja no corpo e no espírito.”

Oração e acompanhamento do Papa Francisco

“Esses gestos (Consagração ao Imaculado Coração e a benção da coroa do ícone) pertencem à tradição da Igreja: nos momentos mais solenes pede-se ao Papa a bênção e, em particular, a bênção das coroas destinadas à Virgem Maria. Sabemos que o Santo Padre repete em todas as ocasiões possíveis a sua oração e os seus apelos a todo o cristianismo e ao mundo para que rezem pela Ucrânia, rezem pela paz: o seu coração está com o povo ucraniano que sofre.”

Relembrar sempre como está a Ucrânia atualmente

“Humanamente, é compreensível que os holofotes do mundo se atenuem um pouco. Aqui na Ucrânia há famílias deslocadas que me contam como é difícil viver assim e tentam entender se é possível voltar para suas casas e dizem: ‘Vamos voltar para lá’. É difícil viver sem comida suficiente, sem trabalho, sem casa, passando as noites no carro, porque mesmo com tantas iniciativas humanitárias e tantas ajudas, não é possível atender a todos, pois os números são altos e o empenho é muito grande. Por isso o Santo Padre repete em todas as ocasiões que, pelo menos na oração, pelo menos com o coração, o mundo não esqueça das tantas famílias que estão passando por momentos tão difíceis. E isso não diz respeito apenas à Ucrânia, mas também a outros países.”

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Sobre o Papa crer que as ajudas humanitárias aos ucranianos são um sinal de esperança

“O Santo Padre não é um político, é um pastor. Quando o Santo Padre nos convida a acreditar na possibilidade do diálogo, apesar do fato de que aqui na Ucrânia entendemos que uma negociação real é realmente muito difícil de prever - precisamente porque a situação é tão dramática e a lógica humana nos diz que diante da guerra tão feroz é difícil prever que, a qualquer momento, quem começou a guerra, a Rússia, mudará de posição - quando o Papa, eu dizia, repete o seu apelo ao diálogo, algo que para nós parece humanamente impossível, se somos pessoas que acreditam, esperamos também no impossível e confiamos este apelo, esta oração, não somente aos homens, mas ao próprio Deus.”

Buscar ser promotor da Paz pela oração

“Como bem sabem, este período da guerra na Ucrânia é muito pesado e não é possível nem mesmo ouvir todos os testemunhos sobre este conflito. Quando vemos uma situação tão dramática, não temos escolha a não ser a Mãe de Deus, nossa protetora. Em uma guerra tão dramática em toda a Ucrânia - e neste período especialmente nas regiões de Mykolaiv, Kharkiv, Zaporizhia e Odessa - cada manhã que acordamos agradecemos ao Senhor pela vida, pelo dom de um novo dia. E mesmo que perdêssemos esta vida humana, o Céu permanece, nossa grande aspiração. Será o momento da união, da nossa união com a Mãe de Deus e com todo o Céu. Pedimos à Mãe de Deus que nos proteja no corpo e no espírito.”

O programa Aparecida Debate falou sobre o sofrimento dos refugiados em todo o mundo


Fonte: Vatican News

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