Nesta sexta-feira (14) a Igreja Católica recorda São Maximiliano Maria Kolbe, o presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir. Nascido em 7 de janeiro de 1894, em Zduńska-Wola, na região polonesa, Maximiliano Kolbe foi filho de um pai tecelão e uma mãe parteira, ambos cristãos fervorosos.
Batizado com o nome de Raimundo, em 1910, entrou para a Ordem dos Frades Menores Conventuais, onde recebeu o nome de Maximiliano. Neste período foi enviado primeiro a Cracóvia e, depois, para Roma, estudando Filosofia e Teologia no Colégio Seráfico. Foi ordenado sacerdote em 28 de abril de 1918.
Por que São Maximiliano tinha tanta devoção à Virgem Maria?
A relação de São Maximiliano Kolbe com a Virgem Maria marcou profundamente sua vida, seu sacerdócio e suas iniciativas missionárias. Para ele, Maria era o caminho mais seguro para conduzir as pessoas a Cristo e viver plenamente o Evangelho.
Durante uma partida de futebol em um campo aberto em Roma, enquanto jogava bola, Maximiliano começou a cuspir sangue e descobriu que era tuberculose, uma doença que o acompanhou pelo resto da sua vida.
Mesmo enfrentando problemas de saúde durante grande parte da vida, São Maximiliano via em Nossa Senhora uma fonte de confiança e perseverança. Por isso, dedicou-se a divulgar a espiritualidade mariana em diferentes países, convencido de que a Imaculada poderia aproximar as pessoas de Deus e fortalecer a vivência da fé.
Maria, inspiração de sua evangelização
Com uma forte devoção por Nossa Senhora, a começar a propagar essa espiritualidade mariana, Kolbe levou a fundar, em 1917, a Milícia da Imaculada. O movimento tinha como principal objetivo promover a conversão dos corações e a propagação da fé por meio da intercessão de Nossa Senhora.
Quando retornou a Cracóvia, na Polônia, São Maximiliano Kolbe havia concluído seus estudos. Porém, devido à saúde fragilizada, não podia falar por longos períodos e teve que reduzir as atividades de ensino e pregação. Com a permissão de seus superiores, dedicou-se à expansão da Milícia da Imaculada, que passou a reunir pessoas de diferentes realidades, como estudantes, professores, trabalhadores e religiosos.
add_to_photos A espiritualidade de São Maximiliano Maria Kolbe
Inspirado pelo título de "Imaculada Conceição", Kolbe acreditava que Maria era um exemplo perfeito de entrega a Deus e desejava que cada cristão aprendesse com ela a viver uma vida de santidade.
Sua devoção também influenciou diretamente os projetos que desenvolveu ao longo dos anos. As comunidades fundadas por ele também receberam o nome de “Cidade de Maria”, tanto na Polônia quanto no Japão.
Além disso, a revista criada para divulgar a fé e os valores cristãos foi chamada de “O Cavaleiro da Imaculada”, reforçando o desejo do santo de colocar toda a sua missão sob a proteção da Virgem.
evista Cavaleiro da Imaculada
A devoção mariana que resistiu até Auschwitz
Mesmo diante da guerra, das prisões e dos sofrimentos vividos nos campos de concentração, São Maximiliano Kolbe permaneceu fiel à Virgem Maria.
Com a invasão da Polônia pelas tropas nazistas em 1º de setembro de 1939, a comunidade de Niepokalanów, fundada por São Maximiliano Kolbe e conhecida como a “Cidade de Maria”, passou a enfrentar momentos difíceis.
Cerca de quarenta frades permaneceram em Niepokalanów e transformaram o espaço em um centro de acolhida para pessoas afetadas pelo conflito, abrigando feridos, doentes e refugiados, incluindo milhares de judeus.
Semanas depois, em 19 de setembro de 1939, São Maximiliano Kolbe e outros religiosos foram presos pelos nazistas e levados para um campo de detenção. De forma inesperada, foram libertados em 8 de dezembro do mesmo ano e puderam retornar a Niepokalanów.
De volta à comunidade, Kolbe retomou o trabalho de assistência aos refugiados, acolhendo cerca de 3.500 pessoas, entre elas aproximadamente 1.500 judeus, oferecendo ajuda humanitária em meio aos horrores da guerra.
Detido novamente, São Maximiliano sofreu maus-tratos e chegou a ser obrigado a retirar o hábito franciscano, já que sua condição de sacerdote incomodava os guardas.
O sacerdote foi submetido a trabalhos forçados e obrigado a realizar tarefas extremamente pesadas e desumanas, convivendo diariamente com a violência e a morte que marcaram o campo de extermínio.
Mesmo estando no meio das perseguições nazistas e com a realidade que vivia, Kolbe não abandonou a oração nem a confiança na intercessão de Nossa Senhora, incentivando também os demais prisioneiros a manterem viva a fé mesmo diante das adversidades.
Veja mais:
add_circle São Maximiliano Maria Kolbe, o santo da Milícia da Imaculada
Fonte: Vatican News
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