Por Raquel de Godoy Retz Em Igreja

Contradições e a educação de crianças

Sim ou não? O que fazer quando o pai diz sim e a mãe diz não, ou vice- versa? Respostas contraditórias ocorrem com frequência em muitas famílias, e isso traz consequências bastante desagradáveis, bem como pode causar problemas na formação da personalidade das crianças.

Foto de: ebc.es

familia Credito: abc.es

 

O tempo todo os pais são observados pelos seus filhos e decisões fundamentais são tomadas para a construção da personalidade da criança, nestes momentos do dia a dia.

Por exemplo, a falta de clareza em conceitos como: a diferença entre o certo e o errado, a forma de tratamento adequado a outras pessoas, a autorização de sair ou não, de respeitar horários de estudo, de ouvir música alta ou de desrespeitar um castigo já definido, podem gerar ruído e consequentemente formar adultos, que não valorizem aspectos morais, em suas atitudes.

Na família, estas contradições podem ocorrer entre o casal, entre a mãe e a avó ou tia, que cuidam da criança ou mesmo entre os donos da casa e as babás que ficam com os pequenos durante o dia. Também observam-se contradições entre o que a escola faz e o que se vive em casa, como por exemplo, lavar as mãos antes das refeições ou mesmo poder partilhar com amiguinhos seus brinquedos.

 

O diálogo e a busca de consenso, após as argumentações, é um caminho possível e seguro para que a coerência equilibrada seja garantida, na educação dos filhos.

As discordâncias entre ações ou mesmo conceitos são comuns e ocorrem em lares bastante organizados e saudáveis, porém, a forma como são tratadas estas discordâncias, no momento em que são percebidas é que são focalizadas pelas crianças. O diálogo e a busca de consenso, após as argumentações, é um caminho possível e seguro para que a coerência equilibrada seja garantida, na educação dos filhos.

Sabemos que nos diálogos, exige-se maturidade entre os que conversam, com a capacidade de abrir mão dos próprios desejos e opiniões para ouvir e concordar com opiniões diferentes das suas. Se em uma família, sempre prevalece a opinião do pai, independente dos motivos apresentados pela mãe ou vice-versa, isso não é entendido pela criança como positivo, mas como luta de poder entre o casal.

Por isso, as decisões importantes na condução da educação dos filhos devem ser combinadas entre o casal, e com qualquer adulto que cuida da criança, com clareza, com consenso de todos e preferencialmente longe das crianças, para que possíveis desacordos temporários não se tornem contradições, na cabeça dos pequenos.

Este consenso irá evitar muitas cenas de chantagens ou de birras, pois haverá percepção, por parte da criança, que não adianta tais comportamentos já que os adultos, que cuidam dela agem, sentem e pensam da mesma forma e não mudaram de opinião, por causa de alguns minutos de choro forçado. A criança utiliza qualquer discordância a favor dela, isso é natural e saudável.

Nas famílias que não conseguem consenso, geralmente as crianças pagarão com sofrimentos e dúvidas comportamentais para se adequarem à sociedade.

Uma confusão que encontramos nas crianças é em relação ao amor dos adultos e a concordância em realizar todos os seus desejos, ou seja, se o pai sempre diz sim, então, ele ama mais a criança do que a mãe que coloca os limites e não atende a todas as vontades do filho. Para isso, vale a lembrança que educar é também colocar limites e não há como bem educar, sem amar muito.

Para os avós que auxiliam as famílias cuidando dos pequenos, vai a dica de que se apoiem nas decisões dos pais. Deixem que os pais definam o que pode ou não ser feito, neste processo educativo. A responsabilidade de educar é dos pais. Pode-se delegar o cuidado dos filhos a outros adultos, mas não se delega a responsabilidade.

Ainda, na escolha da escola, a família deve assegurar-se de que os hábitos, conceitos, valores, em que acredita, estejam presentes no ambiente escolar definido. Vale o mesmo alerta. A Escola também educa as crianças, mas em harmonia com a vontade dos pais.

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