A Cruz Olímpica e Paralímpica dos Atletas chegou a Milão no fim de janeiro em preparação espiritual para os Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026. O símbolo foi acolhido durante missa na Basílica de São Babila, presidida por Dom Mario Delpini, arcebispo da cidade.
Para a ocasião, Dom Delpini recebeu um telegrama do Papa Leão XIV, enviado oito dias antes da abertura oficial dos Jogos, marcada para 6 de fevereiro. No texto, o Pontífice expressa o desejo de que o evento esportivo contribua “para construir pontes entre culturas e povos, promovendo o acolhimento, a solidariedade e a paz”.
Os Jogos de Inverno Milano-Cortina 2026 reunirão cerca de 3.500 atletas de 93 países, incluindo o Brasil, ao longo de 17 dias de competições.
O telegrama foi assinado pelo Cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano. Segundo o texto, o Papa espera que o evento “suscite sentimentos de amizade e fraternidade, reforçando a consciência do valor do esporte a serviço do desenvolvimento integral da pessoa humana”.
Ao final, Leão XIV assegura sua oração e concede a bênção apostólica, desejando que os Jogos “contribuam a construir pontes entre culturas e povos, promovendo o acolhimento, a solidariedade e a paz”.
A Cruz foi entregue à Arquidiocese de Milão por representantes da Athletica Vaticana, associação esportiva oficial da Santa Sé. O grupo recebeu o símbolo durante o Jubileu do Esporte, celebrado em junho de 2025.
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Desde os Jogos de Londres 2012, a Cruz Olímpica é confiada à diocese-sede das Olimpíadas, tanto de verão quanto de inverno. Durante o período das competições, a Igreja local se torna referência para celebrações religiosas ligadas ao evento.
Em Milão, estão previstas missas nos dias 8 e 15 de fevereiro e em 15 de março, em inglês, francês, alemão e italiano. A iniciativa busca favorecer a participação de atletas, delegações internacionais e turistas.
A Cruz Olímpica dos Atletas foi criada pelo artista inglês Jon Cornwall para os Jogos de Londres 2012. O símbolo é formado por 15 tipos diferentes de madeira, incluindo o suporte que a sustenta.
As madeiras foram escolhidas em diversas regiões do mundo, como Brasil, Terra Santa, China, Rússia, África, Índia, Austrália, Argentina, Jamaica, América do Norte e Londres. A diversidade dos materiais expressa a união entre os povos e o caráter universal do esporte.
Desde sua criação, a Cruz se tornou um sinal de fé, encontro e oração no contexto dos grandes eventos esportivos internacionais.
Em 14 de junho de 2025, durante o Jubileu do Mundo do Esporte, a Athletica Vaticana recebeu a Cruz Olímpica na Piazza Pia, em Roma. O símbolo seguiu em peregrinação até a Basílica de São Pedro, sendo conduzido de mão em mão.
Na passagem pela Porta Santa, a Cruz foi entregue a Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional, com a presença do cardeal José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação.
Após os Jogos de Londres, a Cruz Olímpica foi confiada à Arquidiocese do Rio de Janeiro para as Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016. No Brasil, o símbolo ganhou destaque durante a Jornada Mundial da Juventude de 2013, quando foi abençoado pelo Papa Francisco.
Em 2014, a Cruz esteve presente na Copa do Mundo de futebol, também no Rio de Janeiro. Já durante os Jogos Olímpicos de 2016, a Igreja organizou diversas iniciativas pastorais voltadas ao esporte e à promoção da paz.
Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio à época, destacou o papel do esporte como instrumento de união. “O esporte acaba unindo as pessoas que às vezes estão separadas pela distância, política ou até mesmo religião, mas no esporte participam de uma disputa em comum”, afirmou.
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Fonte: Vatican News/A12
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