A defesa da dignidade humana é um assunto constantemente reafirmado no magistério da Igreja. Ao falar recentemente sobre a prática da barriga de aluguel, o Papa Leão XIV denunciou a prática que transforma o ser humano em mercadoria e coloca os desejos dos adultos acima dos direitos das crianças.
O Papa afirmou, em um discurso ao Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, no último dia 9 de janeiro, que transformar a gestação em um serviço negociável fere a dignidade da família, da mulher e da criança, distorcendo o sentido mais profundo da maternidade.
A fala do Papa retoma o que defendia o Papa Francisco, quando classificou a gestação por substituição como “deplorável”, sobretudo por se apoiar na exploração da vulnerabilidade econômica de mulheres, muitas vezes em países mais pobres.
O assunto ganhou destaque novamente no cenário internacional, na tarde desta terça-feira, 13 de janeiro, na Embaixada da Itália junto à Santa Sé, em Roma, onde autoridades civis e eclesiais se reuniram para o diálogo.
O evento foi aberto pelo embaixador da Itália junto à Santa Sé, Di Nitto, que, ao iniciar a reunião, lembrou as palavras do Papa Leão XIV, em seu discurso recente, como um alerta para a responsabilidade da comunidade internacional.
O arcebispo de Hodelm e atual Secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais, Dom Paul Richard Gallagher, retomou as palavras do Santo Padre ao Corpo Diplomático e afirmou que a gestação de substituição configura uma nova forma de colonialismo.
“A pessoa não pode ser reduzida a objeto de uma transação, ainda que a prática seja revestida da linguagem da generosidade, que reduz a mulher a um instrumento reprodutivo e a criança a um produto entregue aos compradores”, afirmou o bispo.
A ministra italiana da Família, da Taxa de Natalidade e da Igualdade de Oportunidades também esteve presente e dialogou sobre o assunto da gestação de substituição. Segundo a ministra Roccella, “Nunca retiramos quaisquer direitos da criança, estabelecendo que o uso dessa prática no exterior por cidadãos italianos está sujeito às consequências de um crime”.
E concluiu seu discurso abordando a necessidade de proteger menores e combater formas de evasão da lei.
“Nenhum Estado pode definir um crime de alcance universal, o que exige convergência internacional e esforços de conscientização em fóruns multilaterais como as Nações Unidas.”
Ao final do evento, a Santa Sé afirmou que continuará dialogando com os Estados e trabalhando para defender os direitos das crianças e proteger as mulheres.
Também apresentou o consenso de que a dignidade humana não pode ser relativizada. Diante do avanço de uma cultura que transforma vidas em produtos, a Igreja reafirma, com a voz do Papa, que toda pessoa é fim, nunca meio, e que a defesa da vida passa, necessariamente, pela proteção dos mais frágeis.
Fonte: Vatican News
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