No mês dedicado às missões, trazemos histórias de missionários que vivem o chamado de anunciar o Evangelho a tantos irmãos que precisam conhecer a misericórdia de Deus.
Embora destaquemos fiéis que vivem uma missão específica em algum lugar do mundo, lembramos as palavras do Papa Francisco de que “missionário é todo aquele que, onde está, vive como instrumento do amor de Deus”.
“Cada cristão é missionário na medida em que se encontrou com o amor de Deus em Cristo Jesus; não digamos mais que somos «discípulos» e «missionários», mas sempre que somos «discípulos missionários».” (Evangelii Gaudium, 120)
A série “Igreja em saída pelo mundo” do Portal A12 apresentou recentemente a história de Franklin, um brasileiro da Fazenda da Esperança que vive sua missão na Polônia. Pudemos conhecer histórias de fé, distantes geograficamente, mas próximas espiritualmente.
Agora, conheceremos um pouco sobre a experiência do Pe. Adriano Marques Santiago, de 43 anos, natural de São José dos Campos (SP) e pertencente à Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, os Dehonianos.
Pe. Adriano viu sua vocação nascer em 1999, após uma experiência de missão na cidade de Formiga (MG) com a juventude Dehoniana: “Foi nesse encontro com a realidade simples do povo e com a alegria dos jovens missionários que percebi o quanto o amor de Cristo podia transformar corações, inclusive o meu”.
Padre Adriano é o da esquerda
Isso explica o que Papa Francisco afirmou na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium de que nossa primeira motivação para evangelizar é o amor que recebemos de Jesus. Quando fazemos a experiência de ser salvos por esse amor, somos impelidos a corresponder cada vez mais.
“Com efeito, um amor que não sentisse a necessidade de falar da pessoa amada, de a apresentar, de a tornar conhecida, que amor seria? Se não sentimos o desejo intenso de comunicar Jesus, precisamos de nos deter em oração para Lhe pedir que volte a cativar-nos.” (Evangelii Gaudium, 264)
Desde essa vivência, o sacerdote dehoniano abriu-se ao chamado da vida religiosa, compreendendo que seria sua resposta generosa ao amor de Deus, tornando-se “presença de compaixão no meio do mundo”.
Atualmente, a missão do Pe. Adriano acontece no Santuário Nacional da Gruta de Lourdes, em Montevidéu, Uruguai. Há mais de 80 anos, a presença da Congregação Dehoniana tem sido caracterizada pelo compromisso social no local.
Segundo o sacerdote, o Uruguai é um país laico que sofreu uma desconstrução da cultura religiosa por muitos anos. Com o menor percentual de católicos da América Latina, a evangelização no local é um desafio.
“Aqui, a maioria das pessoas diz 'acreditar em Deus, mas não crer na Igreja'. Isso torna a evangelização um desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade: testemunhar a fé mais com gestos do que com palavras, mostrando que Deus continua presente nas histórias e nas feridas do povo.”
“Os frutos mais tocantes da missão acontecem quando alguém redescobre a própria fé.” O sacerdote já presenciou a experiência de pessoas que foram até o Santuário da Gruta de Lourdes por curiosidade e retornaram transformadas pelo reencontro com Deus em meio à simplicidade.
Para ele, ver alguém se emocionar diante de pequenas coisas, pela ação do Espírito Santo, é perceber que Deus continua se manifestando nos lugares e situações mais humildes.
Seja diante de uma vela acesa, de uma bênção recebida ou de uma oração silenciosa, momentos são marcados como pequenos milagres que recordam essa presença divina.
A partir da sua experiência de fé e em razão do mês missionário, Pe. Adriano dirige a cada um de nós a mensagem de que “A missão começa quando olhamos o mundo com o coração de Cristo”.
Ele reforça o que aprendemos com Santa Teresinha, a padroeira das missões, sobre ser missionários: “não é apenas ir longe, mas aproximar-se do outro com ternura, escutar com atenção e viver a fé como um gesto cotidiano de amor”.
Esse convite fica para cada um de nós. O Espírito Santo que chega a tantos corações espalhados pelo mundo, como temos visto, é o mesmo que pode chegar ao coração de quem está à sua volta, neste exato momento.
Que as palavras deste sacerdote encontre lugar no seu interior:
“Cada encontro pode ser um espaço de evangelização, uma palavra, um abraço, um silêncio partilhado. Minha mensagem é simples: 'Não esperem um grande momento para viver a missão. Façam da vida o próprio campo missionário.””, concluiu.
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