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Igreja

Mês missionário: um sacerdote dehoniano em missão no Uruguai

Escrito por Giovana Marques

28 OUT 2025 - 11H23 (Atualizada em 28 OUT 2025 - 15H49)

Arquivo Pessoal

No mês dedicado às missões, trazemos histórias de missionários que vivem o chamado de anunciar o Evangelho a tantos irmãos que precisam conhecer a misericórdia de Deus.

Embora destaquemos fiéis que vivem uma missão específica em algum lugar do mundo, lembramos as palavras do Papa Francisco de que missionário é todo aquele que, onde está, vive como instrumento do amor de Deus.

“Cada cristão é missionário na medida em que se encontrou com o amor de Deus em Cristo Jesus; não digamos mais que somos «discípulos» e «missionários», mas sempre que somos «discípulos missionários».” (Evangelii Gaudium, 120)

A série “Igreja em saída pelo mundo” do Portal A12 apresentou recentemente a história de Franklin, um brasileiro da Fazenda da Esperança que vive sua missão na Polônia. Pudemos conhecer histórias de fé, distantes geograficamente, mas próximas espiritualmente.

Agora, conheceremos um pouco sobre a experiência do Pe. Adriano Marques Santiago, de 43 anos, natural de São José dos Campos (SP) e pertencente à Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, os Dehonianos.

O encontro pessoal com Jesus que nos salva

Pe. Adriano viu sua vocação nascer em 1999, após uma experiência de missão na cidade de Formiga (MG) com a juventude Dehoniana: “Foi nesse encontro com a realidade simples do povo e com a alegria dos jovens missionários que percebi o quanto o amor de Cristo podia transformar corações, inclusive o meu”.

Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal Padre Adriano é o da esquerda

Isso explica o que Papa Francisco afirmou na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium de que nossa primeira motivação para evangelizar é o amor que recebemos de Jesus. Quando fazemos a experiência de ser salvos por esse amor, somos impelidos a corresponder cada vez mais.

“Com efeito, um amor que não sentisse a necessidade de falar da pessoa amada, de a apresentar, de a tornar conhecida, que amor seria? Se não sentimos o desejo intenso de comunicar Jesus, precisamos de nos deter em oração para Lhe pedir que volte a cativar-nos.” (Evangelii Gaudium, 264)

Desde essa vivência, o sacerdote dehoniano abriu-se ao chamado da vida religiosa, compreendendo que seria sua resposta generosa ao amor de Deus, tornando-se “presença de compaixão no meio do mundo”.

Uruguai, desafios e oportunidades de missão

Atualmente, a missão do Pe. Adriano acontece no Santuário Nacional da Gruta de Lourdes, em Montevidéu, Uruguai. Há mais de 80 anos, a presença da Congregação Dehoniana tem sido caracterizada pelo compromisso social no local.

Segundo o sacerdote, o Uruguai é um país laico que sofreu uma desconstrução da cultura religiosa por muitos anos. Com o menor percentual de católicos da América Latina, a evangelização no local é um desafio.

Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal

“Aqui, a maioria das pessoas diz 'acreditar em Deus, mas não crer na Igreja'. Isso torna a evangelização um desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade: testemunhar a fé mais com gestos do que com palavras, mostrando que Deus continua presente nas histórias e nas feridas do povo.”

“A beleza silenciosa da fé vivida em meio à simplicidade”

“Os frutos mais tocantes da missão acontecem quando alguém redescobre a própria fé.” O sacerdote já presenciou a experiência de pessoas que foram até o Santuário da Gruta de Lourdes por curiosidade e retornaram transformadas pelo reencontro com Deus em meio à simplicidade.

Para ele, ver alguém se emocionar diante de pequenas coisas, pela ação do Espírito Santo, é perceber que Deus continua se manifestando nos lugares e situações mais humildes.

Seja diante de uma vela acesa, de uma bênção recebida ou de uma oração silenciosa, momentos são marcados como pequenos milagres que recordam essa presença divina.

Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal

Olhar o mundo com o coração de Cristo

A partir da sua experiência de fé e em razão do mês missionário, Pe. Adriano dirige a cada um de nós a mensagem de que “A missão começa quando olhamos o mundo com o coração de Cristo”.

Ele reforça o que aprendemos com Santa Teresinha, a padroeira das missões, sobre ser missionários: “não é apenas ir longe, mas aproximar-se do outro com ternura, escutar com atenção e viver a fé como um gesto cotidiano de amor”.

Esse convite fica para cada um de nós. O Espírito Santo que chega a tantos corações espalhados pelo mundo, como temos visto, é o mesmo que pode chegar ao coração de quem está à sua volta, neste exato momento.

Que as palavras deste sacerdote encontre lugar no seu interior:

Cada encontro pode ser um espaço de evangelização, uma palavra, um abraço, um silêncio partilhado. Minha mensagem é simples: 'Não esperem um grande momento para viver a missão. Façam da vida o próprio campo missionário.””, concluiu.

add_box Conselhos de Santa Teresinha para o mês missionário

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Por Giovana Marques, em Igreja

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