Por Pe. Leo Pessini Em Igreja

O Brasil e o Índice de Desenvolvimento Humano da ONU (Parte 1)

O IDH significa Índice de Desenvolvimento Humano, uma medida importante da ONU (Organização das Nações Unidas) para avaliar a qualidade de vida e o desenvolvimento econômico de uma população. O objetivo da criação do IDH foi de oferecer um contraponto a outro indicador muito usado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que leva em conta tão somente a dimensão econômica do desenvolvimento.

 

IDH

O IDH foi criado pelo economista paquistanês Mahbub Ul Haq com a colaboração do economista Indiano Amartya Sem, prêmio Nobel de economia de 1988. Desde 1993, anualmente o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) elabora o chamado Relatório de Desenvolvimento Humano, com base em três pilares, a saber: saúde, educação e renda, que são mensurados da seguinte forma:

a) uma vida longa e saudável (saúde): expectativa de vida ao nascer;

b) o acesso ao conhecimento (educação): média de anos de estudo (adultos) e anos esperados de escolaridade (crianças); e, finalmente, considera-se a taxa de alfabetização e a taxa de matrícula.

c) um padrão de vida decente (renda): considera-se o PIB per capita (PIB total dividido pelo número de habitantes do país) medido em dólares.

O IDH varia de uma escala de O (zero), nenhum desenvolvimento humano, a 1 (um), desenvolvimento humano total. Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país. Este índice também é utilizado para apurar o desenvolvimento de cidades, estados e regiões. O ranking divide os países em 4 (quatro) categorias, com índices de desenvolvimento “muito elevado”, “elevado”, médio” e “baixo”.

Nos últimos trinta anos, o Brasil registrou um crescimento de 36,4% no IDH. Segundo a ONU, passou de 0,545 (desenvolvimento “baixo”) em 1980 para 0,744 em 2013 (desenvolvimento “elevado”). Em termos de desenvolvimento humano, o Brasil mostra uma melhora consistente da condição de vida das pessoas nos últimos 30 anos. Foi um dos países do planeta que mais evoluiu, segundo os estudiosos do IDH.

Esta notícia alvissareira contudo transforma-se numa inquietude pelo Relatório do IDH 2014. O Brasil perdeu uma posição no ranking que mede o IDH dos países e ficou em 75º lugar em 2014, segundo relatório da ONU, em relação a 188 países. Quem passou à frente do Brasil em 2014 foi o Sri Lanka, ilha ao sul da Índia com cerca de 21 milhões de habitantes.

Segundo o relatório IDH 2014, a Noruega ocupa a primeira posição do ranking desenvolvimento humano da ONU, com um índice de 0,944. Vejamos os 10 melhores IDHs do mundo: 1. Noruega- 0,944; 12. Austrália – 0,935; 3. Suíça- 0,930; 4. Dinamarca – 0,923; 5. Holanda – 0,922; 6. Alemanha – 0,916; 7. Irlanda – 0,916; 8. EUA – 0,915; 9. Canadá – 0,913; 10. Nova Zelândia – 0,913.

Os 10 piores IDHs do mundo: Rep. Democrática do Congo (176º) - 0,433; Libéria (177º) – 0,430; Guiné-Bissau (178º) – 0420; Mali (178º) 0,419; Moçambique (18º0) 0,416; Serra Leoa (181º) 0,423; Guine (182º) -0,411; Burkina Faso (183º) 0,402; Burundi (184º.burundi) – 0,400; Níger (188º. – 0,348.

Seguem  os 15 melhores índices da América Latina: 1. Argentina (40º no ranking mundial, 0,836); 2. Chile (42º), 0,832; 3. Uruguai (52º),- 0,793); 4. Bahamas (55º) – 0,790; 5. Barbados (57º) – 0,785; 6. Antígua e Barbuda (58º) - 0,783; 7. Panamá (60º) – 0,780; 8. Trinidad e Tobago (68º) – 0,772; 9. Cuba – 67º) – 0,769; 10. Costa Rica (69º) – 0,766; 11. Venezuela (71º) - 0,762; 12. México (74º) - 0,756; 13. Brasil (75º) - 0,755; 14. Peru (84º) – 0,734; 15. Equador (88º) – 0,732.

Como vemos, em termos de América Latina o Brasil não está bem na foto não. Entre os 15 melhores índices, o Brasil coloca-se na 13ª. posição do ranking e só não está à frente do Peru e Equador. Muito tem que ser feito ainda para melhorarmos esta agenda do desenvolvimento humano (continua);

assinatura padre leo pessini

Escrito por
Pe. Léo Pessini Currículo - Aquivo Pessoal
Pe. Leo Pessini

Professor, Pós doutorado em Bioética no Instituto de Bioética James Drane, da Universidade de Edinboro, Pensilvânia, USA, 2013-2014. Conferencista internacional com inúmeras obras publicadas no Brasil e no exterior. É religioso camiliano e atual Superior Geral dos Camilianos.

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