O rei Herodes, que aparece na história do Menino Jesus, é o chamado Herodes Magno, ou Herodes, o Grande, nascido em 37 a.C. Antes de falarmos dele, vamos lembrar seus parentes, chamados com o mesmo nome.
Seu filho, Herodes Ântipas, foi o fundador da cidade de Tiberíades e foi quem mandou prender João Batista e decretou sua morte, para agradar à filha de Herodíades, que o enfeitiçou com sua dança. Esse Herodes era rei da Galileia e diante dele compareceu Jesus numa fase do seu processo, mantendo-se em total silêncio.
Herodes Filipe, chamado apenas de Filipe nos Evangelhos, é irmão de Ântipas e foi casado com aquela Herodíades, que seu irmão tomou como esposa, fato incriminado por João Batista. Filipe foi o fundador da cidade que se chamou Cesareia de Filipe.
Herodes Agripa I, neto de Herodes Magno, reinou apenas quatro anos e foi quem colocou Pedro na prisão e mandou matar o apóstolo Tiago, irmão de João.
Herodes Agripa II, filho desse Agripa I, foi o rei diante do qual São Paulo narrou sua conversão num longo discurso, ao qual Agripa reagiu dizendo:
“Com mais um pouco, fazes de mim um cristão.” (At 26,28)
Leia MaisO Papa Francisco e um novo ano que reanima a esperança e expressa uma paz inquietaPor que o primeiro Herodes é chamado “o Grande”?
Mereceu o título pela astúcia, ambição e também habilidade política, pela qual soube conquistar o apoio do líder romano de turno, fosse ele Cássio, Marco Antônio ou Augusto, que se sucederam no poder.
Acima de tudo, Herodes foi um construtor excepcional, semeando edificações por toda a Palestina: construiu Cesareia Marítima, o túmulo dos Patriarcas em Hebron, três palácios em Jericó, além de hipódromo, anfiteatro e jardins; dois palácios em Jerusalém e fortalezas em Massada, Maqueronte e Belém, onde o chamado Herodion se tornou seu túmulo.

Sua obra principal foi ampliar e embelezar o Templo de Jerusalém, magnífica obra com a qual quis agradar aos judeus, que o odiavam. Até hoje pode-se admirar um pouco do grandioso conjunto, contemplando o Muro das Lamentações, com seus 36 metros de altura.

Para manter-se no poder, Herodes tinha o vício de suspeitar de tudo e de todos. Entre as vítimas do seu furor, contam-se inúmeros rabinos, além de membros da própria família: uma esposa, irmão e dois filhos. Por isso, a narrativa da perseguição dele ao Menino Jesus condiz perfeitamente com seu caráter sanguinário. Planejando eliminar um possível rival, chamado pelos Magos de “rei dos judeus que acaba de nascer”, ele decretou a morte de todos os meninos em Belém e arredores, de dois anos para baixo.
Leia MaisPapa compara tirania do passado com os dias atuaisPerto de lá, na casa de Zacarias e Isabel, mostra-se uma pedra atrás da qual Joãozinho foi escondido para não ser mais uma vítima do “louco que assassinou sua própria família”. Mas o filho desse Herodes iria cometer o crime...
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