Igreja

Por causa da guerra, Terra Santa vive Semana Santa de dor e restrições

Um dia após a jornada de oração convocada pelo Cardeal Pizzaballa, cristãos enfrentam cenário inédito de isolamento nos lugares santos

Escrito por Redação A12

29 MAR 2026 - 14H09

masar1920/Adobe Stock

Um fato que fere o coração da nossa fé

Viver a Semana Santa é refazer os passos de Jesus. Mas, em 2026, esse caminho de fé encontrou barreiras físicas e muita tristeza. Em um acontecimento inédito e muito grave, o Cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, e o Padre Francesco Patton, Custódio da Terra Santa, foram impedidos de acessar plenamente a Basílica do Santo Sepulcro.

Para nós, católicos, esse não é apenas um problema político ou de segurança. É uma ferida no direito de rezar onde a nossa Salvação aconteceu. Imagine a dor de não poder celebrar a vitória da vida sobre a morte, justamente no local onde o túmulo de Cristo está vazio!

Custodia di Terra Santa Custodia di Terra Santa Cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém

A força da oração que atravessa fronteiras

Diante dessa crise, entretanto, a Igreja não ficou parada. Ontem, sábado, dia 28 de março, o mundo inteiro se uniu ao chamado do Cardeal Pizzaballa para um Dia de Oração pela Paz.

Essa mobilização nos ensina algo fundamental da nossa catequese: quando o acesso aos lugares sagrados é fechado, o nosso coração deve se abrir ainda mais a Deus. A oração de ontem vem como combustível para que os cristãos que vivem na Terra Santa — as nossas "Pedras Vivas" — não se sintam abandonados em meio ao barulho das armas.

Por que esta situação é tão grave?

Esse bloqueio inédito acende um alerta para o mundo. Historicamente, mesmo em tempos difíceis, o respeito aos Lugares Santos era uma regra. O que vemos agora é uma quebra dessa tradição, impedindo que a liturgia da Semana Santa seja realizada com a dignidade que o mistério exige.

O que precisamos entender como Igreja:

  • O isolamento dos cristãos: A comunidade local está cercada, sem poder caminhar pela Via Sacra original.
  • A liberdade religiosa: O livre acesso ao Santo Sepulcro é um direito que protege a memória da cristandade.
  • A nossa missão: Como cristãos católicos, somos convidados a ser a "voz" desses irmãos que agora sofrem em silêncio.
Shutterstock Shutterstock Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém recebe milhares de cristãos todos os anos, em especial na Semana Santa

O Calvário e a esperança

Embora o cenário seja de profunda tristeza — com o Cardeal e os fiéis impedidos de entrar no coração de Jerusalém — a nossa fé nos ensina que o Calvário não é o fim.

Mesmo que os homens coloquem pedras no caminho para o Santo Sepulcro, a mensagem da Páscoa continua viva. Rezar pela Terra Santa hoje é um ato de educação para a paz e de caridade cristã.

Que a luz da Ressurreição ilumine as mentes daqueles que governam, para que o acesso ao solo sagrado seja devolvido aos seus filhos.

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Fonte: Vatican News

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