Por Redação A12 Em Evangelhos Atualizada em 11 ABR 2019 - 08H39

Evangelho em Libras | Domingo de Ramos – Ano C

Reflexão: Padre Luiz Camilo Jr - C.Ss.R
Intérprete: Kiara Maria Socuta Quintanilha

Naquele tempo, toda a multidão se levantou e levou Jesus a Pilatos.
Começaram então a acusá-lo, dizendo: “Achado este homem fazendo subversão entre o nosso povo, proibindo pagar impostos a César, e afirmando ser ele mesmo Cristo, o Rei”.
Pilatos o interrogou: “Tu és o Rei dos Judeus? 
Jesus Respondeu, declarando: “Tu o dizes!”
Então Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidão: “Não encontro neste homem nenhum crime”.
Eles, porém, insistiam: “Ele agita o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui”.
Quando ouviu isto, Pilatos perguntou: “Este homem é galileu?”
Ao saber que Jesus estava sob a autoridade de Herodes, Pilatos enviou-o a este, pois também Herodes estava em Jerusalém naqueles dias.
Herodes ficou muito contente ao ver Jesus, pois havia muito tempo desejava vê-lo. Já ouvira falar a seu respeito e esperava vê-lo fazer algum milagre.
Ele interrogou-o com muitas perguntas. Jesus, porém, nada lhe respondeu.
Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei estavam presentes e o acusavam com insistência.
Herodes, com s seus soldados, tratou Jesus com desprezo, zombou dele, vestiu-o de uma roupa vistosa e mandou-o de volta a Pilatos.
Naquele dia Herodes e Pilatos ficaram amigos um do outro, pois antes eram inimigos.
Então Pilatos convocou os sumos sacerdotes, os chefes e o povo, e lhes disse: “Vós me trouxestes este homem como se fosse um agitador do povo. Pois bem! Já o interroguei diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais; nem Herodes, pois o mandou de volta para nós.
Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte. Portanto, vou castigá-lo e o soltarei.
Toda a multidão começou a gritar: “Fora com ele! Solta-nos Barrabás!”
Barrabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade e por homicídio.
Pilatos falou outra vez à multidão, pois queria libertar Jesus.
Mas eles gritavam: “Crucifica-o! crucifica-o!”
E Pilatos falou pela terceira vez: “Que mal fez este homem? Não encontrei nele nenhum crime que mereça a morte. Portanto, vou castigá-lo e o soltarei”.
Eles, porém, continuaram a gritar com toda a força, pedindo que fosse crucificado. E a gritaria deles aumentava sempre mais.
Então Pilatos decidiu que fosse feito o que eles pediam.
Soltou o homem que eles queriam – aquele que fora preso por revolta e homicídio - e entregou Jesus à vontade deles.
Enquanto levavam Jesus, pegaram um certo Simão, de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para carrega-la atrás de Jesus.
Seguia-o uma grande multidão do povo e de mulheres que batiam no peito e choravam por ele.
Jesus, porém, voltou-se e disse: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos! Porque dias virão em que se dirá: ‘Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos, os ventres que nunca deram à luz e os seios que nunca amamentaram’.
Então começarão a pedir às montanhas: ‘Caí sobre nós! e às colinas: ‘Escondei-nos!’
Porque, se fazem assim com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?”
Levavam também outros dois malfeitores para serem mortos junto com Jesus.
Quando chegaram ao lugar chamado “Calvário”, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua direita e outro à sua esquerda.
Jesus dizia: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!” Depois fizeram um sorteio, repartindo entre si as roupas de Jesus.
O povo permanecia lá, olhando. E até os chefes zombavam, dizendo: “A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!”
Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre, e diziam: “Se és o Rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo!”
Acima dele havia um letreiro: “Este é o Rei dos Judeus”.
Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo: “Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!”
Mas o outro o repreendeu, dizendo: “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? Para nós, é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal”. E acrescentou: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado”.
Jesus lhe respondeu: “Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso”.
Já era mais ou menos meio-dia e uma escuridão cobriu toda a terra até às três horas da tarde, pois o sol parou de brilhar.
A cortina do santuário rasgou-se pelo meio, e Jesus deu um forte grito: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Dizendo isso, expirou.
O oficial do exército romano viu o que acontecera e glorificou a Deus, dizendo: “De fato! Este homem era justo!”
E as multidões, que tinham acorrido para assistir, viram o que havia acontecido, e voltaram para casa, batendo no peito.
Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que o acompanhavam desde a Galileia, ficaram à distância, olhando essas coisas.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


Reflexão

A celebração do Domingo de Ramos nos coloca na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Depois de percorrermos a caminhada quaresmal, nós entramos na Semana Santa, que nos faz participar da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Neste domingo temos a proclamação de dois Evangelhos. O primeiro, que é proclamado após a bênção dos ramos e antes da procissão, apresenta Jesus entrando na cidade santa de Jerusalém e sendo aclamado pelo povo como rei. Jesus é acolhido com euforia, com alegria, pelo povo que esperava a chegada do Messias libertador. Porém algumas pessoas devem ter estranhado o fato de ele ter entrado montado num jumentinho e não num carro de guerra, como era próprio dos reis da época. Jesus revela que a libertação não virá pela força das armas e pela guerra, mas sim pelo poder de amar que se manifesta na capacidade de entregar a vida, essa é a lógica do amor de Deus que salva. Na liturgia da missa é proclamado o Evangelho da narração da Paixão do Senhor.
A paixão de Cristo não é uma história que é contada, mas sim a celebração da memória que fazemos do Filho de Deus que nos amou com a vida, e que no altar da cruz entregou a própria vida para nos salvar. Por isso, nesta liturgia, está muito presente a imagem da Cruz, como consequência da radicalidade do amor com que Jesus abraça a missão do Pai. Diante de Pôncio Pilatos Jesus foi interrogado e condenado injustamente. Aqueles que antes o aclamavam rei com o grito do Hosana, agora o querem condenar gritando para ele fosse crucificado. Jesus é o inocente que aceita morrer pelos pecadores. ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Assim, Jesus nos ensina que para chegar à glória é preciso, antes, passar pela cruz e que não existe ressurreição sem morte.
Em sua obediência ao Pai, Jesus nos mostra o caminho que precisamos seguir para alcançar a vitória da vida. Mesmo sofrendo a dor em seu corpo, ele permanece na liberdade do amor e escolhe fazer até o fim a vontade do Pai. Na cruz Jesus nos mostra que é possível vencer o sofrimento, por maior que ele seja. Por isso, renovemos em nosso coração a confiança em Deus e deixemos que seu amor nos sustente, na certeza de que no momento de nossa Cruz Ele também não nos abandonará.  

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