Naquele tempo, Pilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “tu és o rei dos judeus?”
Jesus respondeu: “estás dizendo isto por ti mesmo, ou outros te disseram isto de mim?”
Pilatos falou: “por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”
Jesus respondeu: “o meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.
Pilatos disse a Jesus: “então tu és rei?”
Jesus respondeu: “tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta minha voz”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Reflexão
Celebramos a Solenidade de Cristo, Rei do Universo. Chegamos ao final de mais um ano litúrgico, onde pudemos rezar toda a vida de Jesus, do mistério da sua encarnação até a esperança do reino, a parusia.
O Evangelho desta solenidade nos coloca na cena do julgamento de Jesus, onde Pilatos o interroga se ele é rei. Diante desse julgamento e desse questionamento, Jesus diz que seu reino não é deste mundo. O reino que Jesus anuncia é o reino do Pai. Por isso, não seria pelas mãos dos homens que ele teria o seu reino reconhecido, mas sim as mãos do Pai, que lhe dariam a vitória no reino da vida. Jesus diz que veio ao mundo para dar testemunho da verdade, e quem é da verdade está com Ele.
O reino dos homens está construído sobre ganância, ambição, maldade, violência, amor ao poder. O reino, do qual Jesus é Rei é edificado na verdade do amor, da partilha, da busca pela justiça, da doação de vida e do poder de amar. Jesus desmarcara os reinos deste mundo, que usam o poder para julgar, perseguir, condenar e matar. Jesus nos ensina a buscarmos a verdade do reino de Deus, pois só essa verdade liberta a vida. O reino de Deus acontece na humildade e na doação. Jesus não é rei num trono, ele é rei na entrega que faz da própria vida pela vida do povo.
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