A Igreja Católica celebra a memória litúrgica de São João Evangelista em 27 de dezembro. Lendo os Evangelhos, sempre vejo João dizer: o discípulo que Jesus amava! Não existe uma discriminação? Por que não se fala o mesmo dos outros?
João, quando fala de si no seu Evangelho, não cita seu nome, mas simplesmente aquilo que o identificava no grupo dos apóstolos: aquele que Jesus amava.
Não amava os outros? Jesus dava a cada um o tratamento que lhe era especial. Amava cada um do modo que cada um queria ser amado.
A discriminação é desprezar um pelo outro. Por exemplo: Jesus tinha um modo de tratar Judas que os outros não sabiam. Haviam coisas que os outros não entendiam. Basta ver a última ceia, quando Judas sai da sala.
Com João, o tratamento era conhecido de todos: João era jovem, tinha seus 15 ou 18 anos. Era cheio de vida e entusiasmo. Era bravo, tanto que Jesus chamava-o, como também a seu irmão Tiago, de Boanerges, filhos do trovão.
Numa cidade samaritana onde não queriam receber Jesus, eles pediram para fazer descer fogo do céu sobre a cidade. Parece-nos ouvir Jesus dizer a João: "Joãozinho, calma! Devagar!"
João era como que a sombra de Jesus. Estava em todas. Nos momentos mais selecionados de Jesus, quando não queria ninguém por perto, levava consigo Pedro, Tiago e João. Testemunha escolhida, querida, amada. João bebia as palavras de Jesus e, mais que as palavras, a própria pessoa de Jesus.
Quando escreve sua carta, ele diz:
"O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos, e o que nossas mãos apalparam do Verbo da vida, nós a vimos e lhes damos testemunho e vos anunciamos esta Vida eterna...o que vimos e ouvimos nós vo-lo anunciamos para que estejais em comunhão conosco" (Jo 1,1-3).
E está ali, ao pé da Cruz, tocando o sangue, expressão do amor:
"Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao extremo do amor" (Jo 13,1).
Está sempre ao lado. Na ceia, pode recostar a cabeça no peito de Jesus e ouvir sobre o traidor. Era uma proximidade palpável (aquele que nossas mãos tocaram).
João pegava toda a mensagem de Jesus como que através do contato pessoal. É ele que vai falar tanto do amor. Ele viu este amor em Jesus, conheceu Jesus como o Amor do Pai, comunhão com o Pai.
E se sentiu envolvido por este amor. Para ele, existir era ser amado por Jesus. Sua identidade era o amor de Jesus que estava nele. Quando Madalena anuncia a ressurreição, ele corre ao túmulo.
Ele o reconhecia: na pesca milagrosa, ele diz: “é o Senhor!” Este amor que era sua identidade torna-se sua pregação: "Filhinhos, não amemos só com palavras” (Jo.18).
Amar é permanecer Nele.
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