Por Redação A12 Em Liturgia

Transfiguração: Olhar para o céu e pés na missão

A Festa da Transfiguração celebra o mistério luminoso da revelação do Rosto de Cristo Ressuscitado aos três apóstolos (Pedro, João e Tiago), no Monte Tabor, onde Jesus permite a estes seguidores e testemunhas que constituíam as colunas da Igreja, o arroubo desta experiência mística de antecipação da sua Páscoa. 

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É ao mesmo tempo uma Teofania do Pai e uma Cristofania, pois o Pai reconhece a Jesus como seu Filho muito amado, lembrando a manifestação divina no Batismo. Em muitos lugares recebe o nome de Solenidade do Santíssimo Salvador, uma vez que revela a identidade divina e salvífica de Jesus como o Filho do Homem, como acontece na nossa querida cidade de Campos, edificada sob o patrocínio e proteção do Divino Esplendor.

 

"Para nós cristãos, faz parte de nossa vocação batismal ser transformados pela graça santificante, a vida de Deus em nossa vida". 

Ainda recorda a transformação luminosa de Moisés no Monte Horeb, a máxima intimidade de uma pessoa humana com Deus no Antigo e Primeiro Testamento. Para nós cristãos, faz parte de nossa vocação batismal ser transformados pela graça santificante, a vida de Deus em nossa vida. Por isso temos na missa nosso Tabor dominical, nossa Páscoa semanal, podendo experimentar este encontro transformante com o Ressuscitado como aconteceu com os três apóstolos mencionados.

Precisamos de momentos de contemplação gratuita e restauradora, para renovar a esperança e recomeçar a caminhada sob o sinal vitorioso da Páscoa de Jesus. O cristão não pode renunciar a sua vocação mística, uma vez que a missão não é propaganda e marketing vazio, mas partilha de nossa encontro pessoal com Jesus na comunhão da Igreja.

Neste mês que repensamos nosso projeto de vida, nosso estado e caminho específico de realizar a própria vocação, somos convidados a saborear e a permanecer com Ele um tempo no Tabor, para darmos uma resposta cada vez mais generosa, e plena a Jesus o Cordeiro Vencedor que nos chama a segui-lo pelas estradas da vida, nas periferias existenciais e sociais, com a coragem de uma fidelidade renovada e amorosa. Deus seja louvado!

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

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