Por Redação A12 Em Redação A12 Atualizada em 23 AGO 2019 - 07H58

Mar morto está morrendo de verdade

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A Vatican News e a Agência Asia News publicaram recentemente sobre um fato intrigante em relação ao
destino do Mar Morto*. Segundo informações, pode ocorrer um fenômeno de desaparecimento.

Há um abaixamento da água e a perda progressiva da costa. O que faz isso acontecer são questões climáticas, além da atuação de empresas de mineração, principalmente do lado israelense.

Estima-se que dentro de 30 ou 40 anos, o Mar Morto pode desaparecer, caso não sejam tomadas medidas efetivas para retardar o fenômeno.

O alerta foi lançado por um grupo de especialistas em um editorial publicado pelo Jordan Times. O presidente da Jordan Geologists Association, Sakher Nsour, aponta que o Mar Morto é "um fenômeno geológico único, que corre o risco de desaparecer nas próximas décadas".

A partir dos últimos relatórios ambientais, constatou-se que o nível da água está diminuindo a uma taxa de um metro e meio por ano e que, nos últimos 40 anos, o volume total da bacia foi reduzido em 35%.

Leia MaisPadre Zezinho trata de desperdício na naturezaA natureza em nósPapa Francisco chama a atenção para o cuidado com a naturezaO declínio progressivo já causou alguns efeitos:

- O afastamento progressivo da costa de hotéis, estabelecimentos e restaurantes;

- Praias arenosas transformaram-se em um verdadeiro deserto de areia;

- Surgiram enormes crateras dentro da bacia hidrográfica.

* O Mar Morto é um lago situado entre Israel, Jordânia e Palestina, no deserto da Judeia. Surge na depressão mais profunda da terra e é o resultado da evaporação milenar de suas águas, não compensadas pela contribuição de afluentes. Hoje, o nível da bacia superior ao norte é de 415 metros abaixo do nível do mar e a diferença continua a aumentar. A característica peculiar é a extrema salinidade das águas, que não permite formas de vida dentro dela, exceto alguns tipos de bactérias.

Justiça acionada


A Corte em Haifa, acolhendo uma petição do grupo ambientalista Adam Teva V'din, impôs um limite à Dead Sea Works para a retirada das águas da bacia para fins industriais. No banco dos réus, está a mais importante fábrica israelense de extração de potássio em Sdom, responsável, segundo os ecologistas, por poluir e contribuir para o esvaziamento do Mar Morto.

Em resposta à emergência, ativistas e ONGs ambientalistas esperam a realização de uma conferência internacional para "salvar o Mar Morto", a ser realizada pelas Nações Unidas. A ideia é a de um encontro global, porque é missão e interesse de todos.

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