No dia 28 de março, o Papa Leão XIV realiza uma viagem de um dia ao Principado de Mônaco, segunda viagem internacional do Pontificado e a primeira, em tempos modernos, de um Pontífice ao pequeno Estado com vista para a magnífica Costa Azul do Mar Mediterrâneo.
A viagem acontece na sequência do diálogo iniciado em 17 de janeiro passado, quando Leão XIV recebeu o Príncipe Alberto II no Vaticano. As boas relações bilaterais, a tradição católica do principado, a contribuição da Igreja Católica para a vida social do Principado e a atenção compartilhada a questões como cuidado com a criação, ajuda humanitária, dignidade da pessoa, paz e segurança internacional motivaram a viagem do Santo Padre.
Mônaco é uma cidade-estado localizada na costa mediterrânea da França, quase na divisa com a Itália. Em 2024, sua população aproximava-se de 40 mil pessoas, a maioria concentrada em Monte Carlo, famosa pelos cassinos, pelo seu porto repleto de iates de gente famosa e pelo Grande Prêmio de Fórmula 1 que todos os anos lá se realiza.
Com área pouco superior a 203 hectares (2,3 km²), o país abriga um dos mais altos Produtos Internos Brutos (PIB) do mundo.
Como principado, seu governo é organizado na base de uma monarquia constitucional e sua autonomia como país é reconhecida mundialmente. Sua atual Constituição foi renovada em 1962. Apesar de estar inserido no território francês, não faz parte da França e sua identidade política, religiosa e cultural é respeitada.
A história contemporânea do principado é ligada à Família Grimaldi, que reina sobre o principado desde o século XVIII. Sua autoridade foi reconhecida definitivamente em 1314, chegando até os nossos dias, com exceção apenas do período que vai de 1793 a 1814, quando o principado foi anexado à França dentro do movimento da Revolução Francesa e expansão comandada por Napoleão Bonaparte.
Em 1918, Mônaco e França assinaram um tratado pelo qual a república francesa se compromete a defender o principado, com uma única ressalva, pois, se a atual dinastia se extinguir, o território deverá ser anexado à França.
Mônaco é um dos cinco micropaíses vinculados à Comunidade Europeia (UE) e autorizados a utilizar o euro.
Mesmo tendo uma forte ligação com a Igreja da França, lá existe uma única circunscrição eclesiástica, com a Arquidiocese de Mônaco.
Os vestígios mais antigos do cristianismo em Mônaco estão no Vale dos Gaumates, no local da atual igreja de Santa Devota, padroeira do país. Segundo a tradição, mesmo tendo sido martirizada em Roma por volta de 304, seu corpo, levado pelo vento, chegou ao litoral de Mônaco, onde recebeu digna sepultura, recebendo culto dos primeiros cristãos estabelecidos na região.
Os cristãos de Mônaco sempre foram muito fiéis à Igreja e, em pelo menos duas ocasiões, convocados que foram, participaram da Cruzada contra os mouros na Espanha, o que impediu que a Península Ibérica caísse em mãos dos muçulmanos.
De acordo com o artigo 9 da Constituição, o catolicismo é a religião do Principado e, com uma taxa de 82,5% de sua população, é a religião majoritária.
No presente, a Igreja está organizada numa arquidiocese que tem a sede na Catedral de Nossa Senhora Imaculada. Existem cinco paróquias e muitas igrejas e capelas espalhadas pelo principado.
No ano de 2024, o povo de Deus era servido por 23 presbíteros, sendo 17 diocesanos e seis religiosos; quatro diáconos permanentes, dois seminaristas maiores, seis irmãos, nove religiosas da vida consagrada e 13 catequistas.
Uma Igreja de características especiais, assim como é a marca do país, receberá o Papa Leão XIV, buscando fortalecer sua fé e sua caminhada como povo de Deus.
.:: Em a12.com/santopadre você pode acompanhar todas as informações sobre a viagem de Leão XIV
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