A guerra entre Ucrânia e Rússia está perto de completar quatro anos desde o início do conflito, em fevereiro de 2022, quando ocorreram os primeiros bombardeios no território ucraniano.
Nesse período, as crianças foram e permanecem como o grupo mais vulnerável, vivendo em meio a ataques constantes de bombardeios, que são praticamente diários, deslocamentos forçados, um frio extremo, característico da geografia destes países e a perda de familiares.
A Rússia lançou um dos ataques mais violentos já vistos na guerra entre os dois países. Na última semana, entre os dias 18 e 19 de novembro, foram enviados cerca de 470 drones e 48 mísseis, que atingiram a Ucrânia, especialmente as regiões de Kharkiv, Ternopil, Lviv e Ivano-Frankivsk, deixando 25 mortos em Ternopil, dentre eles três crianças, e 73 feridos, incluindo 15 menores.
Segundo dados fornecidos pela ONU, cerca de 3.100 crianças foram mortas ou feridas desde o início da guerra, porém este número pode ser muito maior devido à dificuldade de identificação das vítimas.
O cenário é de devastação: ruas e bairros inteiros tornam-se irreconhecíveis, onde antigamente estavam casas, escolas, hospitais e maternidades, e hoje é possível ver apenas os escombros. No mês anterior, em 22 de outubro, um bombardeio russo destruiu um jardim de infância em Kharkiv.
Essa violência resultou em uma crise de refugiados em um período curto, algo que não era visto desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo os dados da UNICEF:
Com o frio rigoroso se aproximando no mês de dezembro, a situação se agrava. Segundo a OMS, o frio na Ucrânia pode apresentar temperaturas que chegam a -20 °C em algumas regiões.
A arte trágica da guerra faz com que os exércitos produzam ataques estratégicos, com o intuito de destruir sistemas de aquecimento, energia e água, causando prejuízos até mesmo para a obtenção do que é mais essencial: a água. Pois, sem o sistema de aquecimento, ela se torna de difícil acesso.
A Igreja Católica está fazendo esforços para proteger os mais vulneráveis.
Ternopil foi alvo de um dos ataques mais violentos do mês, entre os dias 18 e 19 de novembro. Após a fatalidade, o arcebispo Teodor Martynyuk esteve entre os escombros para rezar pelos mortos, consolar famílias e organizar centros de acolhimento com a Cáritas local.
Na ocasião, o Arcebispo pediu que o mundo católico se una em súplica:
"Os padres da diocese, especialmente os capelães, estão prestando assistência aos feridos que foram levados para o hospital. Os funcionários da Cáritas Ternopil montaram um centro de assistência humanitária no local da tragédia. Um centro semelhante também foi estabelecido na paróquia greco-católica próxima", relatou o Bispo.
Nos últimos dias, o Papa Leão XIV enviou a Kharkiv um caminhão com roupas, cobertores e itens essenciais. A ação fez parte do Jubileu dos Pobres, celebrado no Dia Mundial dos Pobres, reforçando a proximidade da Igreja com os feridos pela guerra.
“Infelizmente, todos os dias pessoas estão morrendo nessa guerra. É preciso insistir pela paz”, declarou o Papa.
+Irmãs franciscanas são sinais de paz na Ucrânia
Fonte: Vatican News, UNICEF, ONU
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