Todos já ouvimos as informações pelos meios de comunicação, mostrando que o fenômeno climático chamado El Niño (Menino) está de volta ao Brasil. Órgãos governamentais continuamente nos alertam e chamam a atenção a fim de nos prepararmos para as suas consequências.
Como o ser humano vive imerso na natureza, desse fenômeno não é possível escapar, mas podemos tomar uma série de medidas para minorar os seus efeitos sobre as pessoas e sobre o próprio meio ambiente.
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais no leste e centro do Oceano Pacífico Equatorial, ou seja, próximo à linha do Equador, nas imediações da costa do Peru. Isso causa uma alteração na circulação dos ventos e na distribuição de umidade, provocando secas e chuvas extremas em várias regiões do planeta.
Trata-se, portanto, de um fenômeno atmosférico e oceânico que impacta de forma direta as características da circulação atmosférica e das águas marítimas do planeta, modificando o regime das temperaturas e das precipitações de chuvas.
Em condições normais, os ventos sopram de leste para oeste, empurrando as águas quentes para perto da Ásia e da Oceania, refrescando, portanto, as águas mais próximas do continente sul-americano. Durante o El Niño, esses ventos perdem força e a água quente acumulada na parte oeste retorna ou se espalha em direção à costa da América do Sul.
Causas do El Niño
A principal causa do El Niño é o aquecimento das águas do oceano Pacífico, especialmente ao longo da costa oeste da América do Sul. Esse aquecimento ainda não foi completamente explicado pelos estudos científicos que buscam identificar as causas do aumento da temperatura das águas oceânicas em determinados anos.
Uma das teorias mais aceitas indica que essa mudança brusca da temperatura do oceano Pacífico é fruto da mudança de circulação dos chamados ventos alísios, especialmente o enfraquecimento dessa circulação, comumente ocorrida no início do verão. Porém, as evidências das causas desse processo de aquecimento anormal das águas ainda não estão bem consolidadas no meio acadêmico, portanto envolvem muitos apontamentos que não são comprovados pela ciência.
Em geral, o El Niño ocorre num período de dois a sete anos, com duração de nove a doze meses, afetando de forma direta o clima de várias partes do mundo. No Brasil, costuma provocar chuvas intensas no Sul e secas ou redução de chuvas no Norte e Nordeste.
As alterações climáticas trazem consequências econômicas e ambientais, com perdas agrícolas em zonas geográficas como o Sudeste Asiático e o Nordeste do Brasil, prejuízos à atividade pesqueira em países como Peru e Equador e limitação da reserva de água.
Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, os efeitos do El Niño são menos previsíveis. No geral, ocorre uma mudança significativa nos padrões de temperatura e precipitação que são registrados nessas regiões ao longo dos anos, favorecendo a ocorrência de eventos extremos, como secas e tempestades.
Além do El Niño, existe outro fenômeno conhecido como La Niña (Menina), que também é de origem atmosférica e oceânica. No caso do El Niño, há um aumento anormal das temperaturas das águas oceânicas, enquanto no La Niña ocorre o contrário, com o resfriamento anormal das águas oceânicas.
A oposição entre os dois fenômenos provoca efeitos climáticos distintos, mas, no geral, estão atrelados às mudanças de temperaturas e precipitações registradas ao longo da faixa tropical do globo.
No Brasil, o La Niña altera o regime de ventos e chuvas, provocando aumento de precipitações no Norte e Nordeste e períodos de seca ou estiagem na Região Sul. Isso causa, de forma geral, a redução no volume e frequência das chuvas, provocando períodos de estiagem, queda nos níveis dos rios e reservatórios e temperaturas médias acima do normal durante a primavera e verão.
A redução expressiva das chuvas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná traz um maior risco de quebra de safras e perdas na produção agrícola de grãos (como soja e milho), um maior aumento das temperaturas médias, provocando maior evaporação da água nas lavouras, com mais dias consecutivos de sol forte e longos períodos sem precipitação regular.
No enfrentamento do El Niño e de suas consequências, é necessário adotar medidas de prevenção e adaptação focadas nos extremos de sua região, como chuvas intensas ou secas severas, começando com economia de água e energia, evitando o uso de fogo em áreas de vegetação seca, que em geral é o que provoca as grandes queimadas, seguindo ainda os boletins de órgãos oficiais que alertam a população sobre possíveis temporais ou enchentes.
Para a possibilidade de ocorrência de chuvas intensas ou de enchentes, cada família pode tomar algumas providências práticas, limpando periodicamente calhas e telhados para evitar infiltrações ou entupimentos, guardando documentos importantes em sacos plásticos em locais altos e seguros e montando um kit de emergência com água potável, lanterna, pilhas e remédios básicos.
As enchentes, em geral, costumam causar grandes danos às casas e residências construídas em lugares inapropriados, como encostas ou várzeas. Nesse caso, é importante identificar rotas de fuga seguras, tomando medidas para proteger a segurança de todos.
Em caso de seca e calor extremo nos períodos de altas temperaturas, é importante cuidar bem da saúde, bebendo bastante água e evitando realizar caminhadas ou a prática de exercícios físicos nos horários mais quentes do dia. Grupos vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios, precisam ser protegidos prioritariamente.
Nas regiões que mais são afetadas pelas secas extremas, a prática milenar é a construção de cisternas cobertas, para evitar evaporação, coletando água de chuvas para uso doméstico e cuidado de animais. Acima de tudo, não colocar fogo em lixo ou terrenos baldios, pois o mato seco facilita incêndios de grande proporção.
LEIA MAIS:
Entenda a crise ambiental e a necessidade de mudanças
Iniciativas da Igreja Católica para o cuidado do meio ambiente
Mudanças de fronteiras e mudanças na história
Conheça seis momentos que mudaram o mapa do mundo: do Tratado de Tordesilhas à queda do Muro de Berlim, eventos que redefiniram países e fronteiras. Leia!
3 ensinamentos bíblicos para os pais sobre a família
Aprenda o que a Bíblia ensina sobre a importância e os deveres da família, e como Deus instrui que seja o relacionamento familiar. Reze por sua família!
Papa nos ensina duas lições a partir da atitude de Pedro
Papa Leão refletiu sobre como o Evangelho deste domingo pode nos ensinar a fortalecer nossa fé e confiar nos planos de Deus para nossa vida.
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.