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Adoração e Missa marcam dia de retiro na Assembleia da CNBB

Momentos de reflexão e adoração à Jesus Eucarístico reforçaram compromisso do episcopado brasileiro no segundo dia da 62ª Assembleia da CNBB.

Escrito por Beatriz Nery

16 ABR 2026 - 18H15 (Atualizada em 16 ABR 2026 - 20H18)

Thiago Leon

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou a quinta-feira (16), o segundo dia da 62ª Assembleia Geral, com um dia dedicado inteiramente à meditação e à oração. A tradição do retiro entre os bispos abre os trabalhos do episcopado com foco na escuta do Espírito Santo, reconhecido como fonte de luz para reflexões, decisões e partilhas.

Após o fim das atividades do retiro, perto das 17h, os bispos saíram em procissão do Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida com um andor de Nossa Senhora Aparecida em direção à Basílica de Aparecida, em um gesto que expressou unidade e comunhão entre os pastores da Igreja no Brasil.

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Logo depois, um momento de adoração a Jesus Eucarístico foi realizado no Altar Central do Santuário Nacional de Aparecida e teve como intenção central a paz no mundo.

Reunido em comunhão com toda a Igreja, o episcopado brasileiro acolheu os pedidos de oração do Papa Leão XIV e do Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, que estaria presente como pregador do retiro dos bispos, mas precisou se ausentar diante dos conflitos no Oriente Médio.

O cardeal enviou uma mensagem aos bispos e relatou proximidade aos irmãos no episcopado:

No local, participaram da Adoração Eucarística presida pelo Cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo. Foi proclamado o Evangelho do dia (Jo 3,31-36), que recorda: “Aquele que vem do alto está acima de todos”. A passagem reforça a centralidade de Cristo, enviado do Pai, e o chamado à fé que conduz à vida eterna.

“Peçamos que o mundo seja redimido”

Diante de Jesus Eucarístico, os bispos rezaram pelo fim das guerras, pelas famílias e pelos povos marcados por conflitos e violência. O cardeal Odilo Scherer conduziu a oração pela paz:

“À Jesus, que ressuscitado ofereceu a paz a todos como fruto da Sua Paixão, Morte e Ressurreição, fruto da Redenção, fazendo essa oração pela paz, peçamos que o mundo seja redimido de todas as suas guerras, conflitos, injustiças, violências, de todas as suas angustias.”

Em sintonia com a Igreja universal, encerraram com uma oração da paz e a benção do Santíssimo. Reveja esse momento especial:

add_box Reze pela paz com todos os bispos do Brasil

A Missa das 18h foi celebrada no Altar Central do Santuário Nacional de Aparecida, após o encerramento das atividades do retiro e da Adoração Eucarística. A celebração foi presidida por Dom Armando Bucciol, bispo emérito da Diocese de Livramento de Nossa Senhora (BA), diretor espiritual do Colégio Pio Brasileiro e pregador do retiro.

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Evangelho e novo nascimento

Na homilia, Dom Armando recordou o diálogo de Jesus com Nicodemos, apresentado pelo Evangelho segundo São João. Destacou que Cristo “vem do alto” e testemunha o que viu e ouviu junto do Pai.

Segundo o pregador, a presença de Jesus revela ao ser humano uma perspectiva de eternidade. Ele vive em comunhão permanente com o Pai e comunica o seu projeto pelo Espírito, dado sem medida. Crer no Filho significa acolher a vida eterna, que começa já na história e alcança plenitude na eternidade.

Ao citar a Primeira Carta de João, lembrou: “nós sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos aos irmãos”. A fé conduz à comunhão com Cristo e, por Ele, ao Pai, na companhia do Espírito Santo, descrito por São Basílio como “companheiro inseparável de Jesus”.

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Vida nova no Batismo

Dom Armando afirmou que o novo nascimento, pela água e pelo Espírito, abre um caminho de transformação. O Batismo inaugura um estilo de vida marcado por misericórdia, solidariedade, coragem e amor verdadeiro.

Ele ressaltou que seguir Cristo leva o fiel a vencer orgulho, indiferença, ganância e rancor. A proposta evangélica dá sentido à existência. Contudo, advertiu que nem todos acolhem esse chamado, como recorda o prólogo do Evangelho de João.

“É preciso obedecer a Deus antes que aos homens”

A homilia também abordou a Primeira Leitura dos Atos dos Apóstolos. Pedro e João, perseguidos por anunciarem o Ressuscitado, afirmam: “é preciso obedecer a Deus antes que os homens”.

Dom Armando alertou para o risco de projetar em Deus ideias pessoais ou ideologias. Destacou que obedecer a Deus significa, antes de tudo, obedecer à Palavra, que é o próprio Jesus.

Recordou ainda uma orientação que costumava dirigir aos jovens: “em cada escolha perguntem-se, como comportaria Jesus?”

O bispo também indicou a escuta dos pastores da Igreja como critério de discernimento. Ressaltou que os bispos receberam a missão de confirmar os irmãos na fé e que todos são chamados ao diálogo e à formação da consciência.

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Testemunhas do Ressuscitado

Ao concluir, Dom Armando convidou os bispos a renovarem a fé para que sejam testemunhas alegres e fiéis. A Eucaristia, afirmou, fortalece a missão e recorda que a Igreja vive da Paixão e da Ressurreição de Cristo.

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