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CNBB apresenta diretrizes para ação evangelizadora

Nesta 3° coletiva de imprensa da CNBB, Dom Leomar Brustolin e Dom Pedro Cipollini discutiram sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Confira!

Escrito por Vitória Victal

18 ABR 2026 - 11H57

GUSTAVO CABRAL

Na manhã deste sábado (18), durante a coletiva de imprensa da 62ª Assembleia Geral da CNBB, Dom Leomar Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS) e Presidente do grupo de trabalho de redação do texto das Diretrizes, e Dom Pedro Carlos Cipollini, bispo de Santo André (SP), apresentaram as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). A discussão de aprovação do documento prevê o trabalho dos bispos nos 19 regionais da CNBB. Desta forma, a metodologia será analisada e, na próxima semana, votada por blocos de capítulos até a conclusão final.

Ao explicar o tema da discussão, Dom Leomar Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS), enfatizou que as Diretrizes são linhas da ação evangelizadora, ou seja, são caminhos indicativos de onde devemos andar. Desta maneira, com a pluralidade do Brasil, Dom Leomar Brustolin destaca que, de forma colegial e sinodal, os sinais do nosso tempo nos revelam os caminhos a seguir.

A sinodalidade e os desafios atuais

O arcebispo de Santa Maria (RS) destacou que, conforme a realidade muda muito rapidamente, é preciso escolher quais são as prioridades que devemos trabalhar para evangelizar:

“Evangelizar é anunciar a boa nova de Jesus Cristo para todos tenham vida e vida em abundância. Por isso evangelizar é uma ação integral que envolve o ensinamento, a formação, a celebração, sacramentos, e também o cuidado e serviço à vida”, apresentou.

Dom Leomar Brustolin ainda colocou como tema que as diretrizes caminham juntas com a evangelização em anunciar Jesus, como uma Igreja Sinodal:

“Cada vez mais com a participação dos leigos, dos cristãos leigos e leigas. Alimentada pela palavra e os sacramentos, formando comunidades pequenas, de vida cristã, de discípulos missionários a caminho do reino definitivo”, concluiu.

Em seguida, Dom Pedro Carlos Cipollini, bispo de Santo André (SP), salientou a sinodalidade:

“Essas diretrizes que a Igreja do Brasil realiza de tempo em tempo, se configuram como uma resposta a este Sínodo, colocando a sinodalidade com um objetivo, não só pastoral, mas através do pensamento dessas diretrizes”, disse.

Para o bispo de Santo André (SP), essas próprias diretrizes estão sendo construídas de uma forma sinodal, na qual a escuta e acolhida, juntamente com participação e comunhão caminham juntas. Ele enfatiza que a sinodalidade é a resposta e continuidade do Vaticano II:

“Essas diretrizes são pensadas como um serviço, elas não são impostas, mas é um serviço que a Conferência Episcopal presta à Igreja, as dioceses, com a participação de todos os bispos para buscar a unidade na evangelização”, relatou.

Os caminhos da Igreja no Brasil

Dando continuidade com à 3° coletiva de imprensa realizada nesta 62ª Assembleia Geral da CNBB, Dom Pedro Cipollini e Dom Leomar Brustolin foram interrogados sobre as decisões que serão feitas com base nas diretrizes para enfrentar os problemas reais do povo brasileiro, como a violência e a polarização.

Na resposta de Dom Leomar Brustolin, o arcebispo destaca que as diretrizes contemplam a realidade, entre elas, o feminicídio, a casa comum e a paz no mundo:

“Isso se concretiza colocando linhas de ação que permitam a educação da população para uma nova realidade, por exemplo: afeta diretamente a sociedade a Campanha da Fraternidade. São temas que preparam uma boa parte da população dos brasileira dos católicos para rever pontos de vista”, salientou.

Dom Pedro Cipollini ressalta que as diretrizes contribuem com suas propostas juntamente na figura de Jesus Cristo:

“Conhecer Jesus Cristo pois são diretrizes em vista de um processo de evangelização, mostrando Jesus Cristo de forma que, o conhecimento de Jesus, exija uma conversão”, destacou

GUSTAVO CABRAL GUSTAVO CABRAL Coletiva de imprensa da 62° Assembleia Geral da CNBB

Em outro momento, foi questionado a Dom Leomar Brustolin a questão da saúde mental, com relação à preparação da Igreja para lidar com o aumento dos casos de ansiedade e depressão, e de que maneira a fé pode ajudar sem ignorar os tratamentos médicos.

Na resposta, o arcebispo de Santa Maria (RS) explica que, na questão da saúde mental, este tema tem sido discutido e trabalhado, pois, atualmente, toda população tem sido afetada pelos problemas mentais:

“Lá no Rio Grande do Sul, após as enchentes, o nosso trabalho não foi somente cuidar das casas e roupas, mas sim, da saúde mental das vítimas, promovendo terapias para cuidar disso”, relatou.

Dom Leomar Brustolin conclui sua fala afirmando que a Igreja reconhece a importância da dimensão espiritual, mas entende que não se pode deixar de promover também os aspectos psiquiátrico, psicológico e médico, que precisam ser valorizados no cuidado com a pessoa. Como novidade, o arcebispo anuncia que, no âmbito da CNBB, já há reflexões em andamento sobre a necessidade de revisitar o tema do “sentido da vida”, especialmente diante dos desafios enfrentados por muitas pessoas na atualidade

REVEJA:

.: Acompanhe a cobertura completa da 62° Assembléia Geral no Portal A12

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