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CNBB discute relações diplomáticas e documento da Juventude

Escrito por Vitória Victal

22 ABR 2026 - 14H32 (Atualizada em 22 ABR 2026 - 16H09)

José Eduardo

Na manhã desta quarta-feira (22), durante a sexta coletiva de imprensa da 62ª Assembleia Geral da CNBB, Dom Vilsom Basso, presidente da Comissão para a Juventude da CNBB e Bispo diocesano de Imperatriz (MA); e o Cardeal Paulo Cezar Costa, Arcebispo de Brasília (DF), apresentaram dois temas para discussão e aprovação. Um sobre os 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, e outro acerca do processo de atualização do Documento 85 sobre a Evangelização da Juventude.

O Brasil e a Santa Sé

No discurso sobre os 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, o Arcebispo de Brasília (DF) destacou a fala do Cardeal Pietro Parolin, durante uma celebração no dia 23 de janeiro de 2026, abordando a temática. Segundo as palavras de Parolin, a Igreja colaborou, de forma positiva, nos níveis de discussão, nas ideias, nos documentos sociais, na Campanha da Fraternidade e em outras discussões que acontecem nos regionais da CNBB.

O Arcebispo também destacou o papel concreto da Igreja por meio de iniciativas como hospitais e universidades:

“Nós podemos seguramente dizer que a sociedade brasileira seria um pouco mais pobre se não fosse a presença da Igreja Católica, apontou.

Ainda nessa mesma linha, o Cardeal Paulo Cezar Costa ressaltou o impacto positivo da presença da Igreja, destacando sua contribuição para o Estado brasileiro. Ele também lembrou que, nas diversas estruturas da sociedade, a Igreja atua como um apoio que soma e fortalece:

“Às vezes nós pensamos na vida de uma sociedade, pensamos só naqueles valores que a gente pode monetizar e de uma forma ou outra contabilizar, mas a Igreja traz, antes de tudo, Esperança para a vida de um povo”, explicou.

Concluindo a linha de raciocínio, para o Cardeal o acordo entre o Brasil e Santa Sé vive um momento maduro destes 200 anos de relações, com a cidadania da Igreja e a manifestação do Estado brasileiro. Ele apontou que este acordo reconhece o direito da Igreja de exercer sua ação educativa, religiosa, cultural e social com liberdade.

“Esta é a verdadeira laicidade do Estado. Às vezes nós pensamos que Estado Laico é um Estado ateu, mas, se o Estado fosse ateu, ele já teria assumido uma postura diante da religião. Mas não, o Estado Laico, a verdadeira laicidade do Estado é aquela onde protege as religiões, dá condições para que as religiões possam ter liberdade e fazer parcerias que dignificam a vida da Igreja, que dignificam a vida da Sociedade, para que tantas pessoas possam viver com dignidade mediante essas parcerias”, finalizou.

José Eduardo José Eduardo Dom Vilsom Basso e Cardeal Paulo Cezar Costa durante coletiva de Imprensa

A juventude mora no coração da Igreja

Já no processo de atualização do Documento 85 sobre a Evangelização da Juventude, Dom Vilsom Basso explicou que já estavam à procura de nomes que pudessem ajudar a pensar sobre a atualização, e a partir disso surgiu a ideia de uma pesquisa nacional para conhecer melhor as juventudes do Brasil.

Segundo o presidente da Comissão para a Juventude, a comissão formada começou a reelaborar o capítulo 1 do documento “Evangelização da juventude”, o capítulo 2 sobre “a realidade juvenil” .

“Essa reelaboração [...] ficou já naquele conselho permanente de 2024 aprovado, de que incluiríamos duas novas linhas de ação. Existem oito linhas no documento 85, e serão dez no documento 85 atualizado, caso aprovado pelos irmãos”, afirmou.

Ainda sobre a novidade dos temas abordados para o documento da Evangelização da Juventude, Dom Vilsom destacou que a nona linha abordará o tema da Comunicação e novas linguagens digitais, e a décima sobre Ecologia Integral e Cuidado com a Casa Comum.

O presidente da Comissão para a Juventude enfatizou que a pesquisa aprofunda a ferramenta digital e de evangelização que os jovens gostam: 

“Os jovens aparecem na pesquisa que não participam institucionalmente da Igreja, mas possuem grupos que refletem a fé e buscam a formação cristã”, disse.

Sobre a Ecologia integral, o Bispo refletiu o conceito do Papa Francisco em que os jovens têm sensibilidade para as mudanças climáticas, e, desta forma, é possível saber como isso poderá ser trabalhado no coração, na mente e no dia a dia.

Concluindo o pensamento, Dom Vilsom apontou que este material para a atualização do documento foi trabalhado durante 1 ano e meio, passou pela Comissão de Doutrina da CNBB e chegou aos Bispos de todo o Brasil. Atualmente, está sendo analisada para que recebam as sugestões de melhorar o texto.

José Eduardo José Eduardo Equipe da coletiva de imprensa da Assembleia Geral da CNBB

“Estamos muito felizes porque, sendo isso aprovado, é luz, é orientação para os próximos anos, para toda a Igreja”, finalizou.

Desta maneira, este movimento, com toda a comissão, expressa um trabalho de todos que caminham na Igreja e de um trabalho voluntário, pois a juventude mora no coração da Igreja, para juntos caminharem na evangelização.

.: Continue acompanhando a programação da 62° Assembleia Geral da CNBB em a12.com/cnbb

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