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Como orientar os filhos no mundo digital

Escrito por Rafael Gurgel

22 DEZ 2025 - 11H06 (Atualizada em 22 DEZ 2025 - 14H44)

Reprodução/Adobe Stock:burdun

Muitas vezes, parece ser uma solução simples deixar a criança brincar no celular para ela se distrair com algum jogo por alguns minutos, e os pais ganham um pouco de tranquilidade. Isso, por si só, não é um problema. Mas é preciso ter cuidado quando esse acontecimento começa a ocupar o lugar da presença paterna e materna.

A atenção a este assunto tem sido destaque da Igreja em eventos internacionais. O arcebispo Gabriele Caccia abordou o tema durante o evento dos 20 anos da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, realizado na sede da ONU, em Nova Iorque. Segundo o arcebispo:

“Os avanços na tecnologia da informação, particularmente na esfera digital, oferecem oportunidades para a erradicação da pobreza, o crescimento econômico, o desenvolvimento social e a sustentabilidade. No entanto, é preciso reconhecer que tais avanços não estão isentos de riscos significativos para as crianças, que dependem das escolhas feitas durante o seu desenvolvimento”, disse.

Presença, acompanhamento e orientação

Na fase de desenvolvimento, as crianças precisam de atenção, e a tecnologia pode até fazer parte desse processo, mas não deve substituir aquilo que é essencial. Ao permitir que as crianças naveguem no universo digital, é importante acompanhar, orientar e até mesmo escolher os conteúdos.

É difícil filtrar tudo o que a criança vê na internet. Mas existem alguns cuidados importantes:

1. Plataformas pensadas para crianças

O primeiro é optar por plataformas pensadas especificamente para o público infantil, como o projeto “Devotos Mirins”, do Santuário Nacional, dedicado especialmente às crianças, para auxiliar com conteúdos educativos e ensinamentos católicos.

Fique atento também às plataformas voltadas para crianças dos sites populares. O YouTube disponibiliza uma versão da sua plataforma que oferece filtros automáticos de conteúdo para menores, chamada YouTube Kids.

Outra medida importante é configurar o próprio celular ou tablet. Tanto em aparelhos Android quanto em iOS, é possível ativar controles parentais, limitar certas palavras e downloads inadequados, definir faixas etárias para os aplicativos e restringir o acesso a determinados sites.

2. Atenção aos jogos e aplicativos

É importante também ter atenção aos aplicativos e jogos instalados. Antes de liberar o uso, é fundamental verificar o tipo de interação proposta, pois o jogo pode conter a presença de anúncios indevidos.

Outro ponto muito importante é verificar se há acesso a chats para conversas com outras pessoas dentro do jogo ou aplicativo, onde pessoas mal-intencionadas podem se comunicar com as crianças.

Educar para o uso consciente

O que foi citado aqui são os pontos principais para ficar atento; porém, mais do que proibir, o desafio é estar sempre atento ao que a criança está visualizando e educar para o uso consciente da tecnologia, pois, tomando os devidos cuidados, o ambiente digital se torna um espaço de aprendizado, de diversão e educativo.

Acesse a12.com/devotosmirins e mostre aos seus filhos esse espaço para se divertir com ensinamentos cristãos

Fonte: Vatican News

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