Muitas vezes, parece ser uma solução simples deixar a criança brincar no celular para ela se distrair com algum jogo por alguns minutos, e os pais ganham um pouco de tranquilidade. Isso, por si só, não é um problema. Mas é preciso ter cuidado quando esse acontecimento começa a ocupar o lugar da presença paterna e materna.
A atenção a este assunto tem sido destaque da Igreja em eventos internacionais. O arcebispo Gabriele Caccia abordou o tema durante o evento dos 20 anos da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, realizado na sede da ONU, em Nova Iorque. Segundo o arcebispo:
“Os avanços na tecnologia da informação, particularmente na esfera digital, oferecem oportunidades para a erradicação da pobreza, o crescimento econômico, o desenvolvimento social e a sustentabilidade. No entanto, é preciso reconhecer que tais avanços não estão isentos de riscos significativos para as crianças, que dependem das escolhas feitas durante o seu desenvolvimento”, disse.
Presença, acompanhamento e orientação
Na fase de desenvolvimento, as crianças precisam de atenção, e a tecnologia pode até fazer parte desse processo, mas não deve substituir aquilo que é essencial. Ao permitir que as crianças naveguem no universo digital, é importante acompanhar, orientar e até mesmo escolher os conteúdos.
1. Plataformas pensadas para crianças
O primeiro é optar por plataformas pensadas especificamente para o público infantil, como o projeto “Devotos Mirins”, do Santuário Nacional, dedicado especialmente às crianças, para auxiliar com conteúdos educativos e ensinamentos católicos.
Fique atento também às plataformas voltadas para crianças dos sites populares. O YouTube disponibiliza uma versão da sua plataforma que oferece filtros automáticos de conteúdo para menores, chamada YouTube Kids.
Outra medida importante é configurar o próprio celular ou tablet. Tanto em aparelhos Android quanto em iOS, é possível ativar controles parentais, limitar certas palavras e downloads inadequados, definir faixas etárias para os aplicativos e restringir o acesso a determinados sites.
2. Atenção aos jogos e aplicativos
É importante também ter atenção aos aplicativos e jogos instalados. Antes de liberar o uso, é fundamental verificar o tipo de interação proposta, pois o jogo pode conter a presença de anúncios indevidos.
Outro ponto muito importante é verificar se há acesso a chats para conversas com outras pessoas dentro do jogo ou aplicativo, onde pessoas mal-intencionadas podem se comunicar com as crianças.
Educar para o uso consciente
O que foi citado aqui são os pontos principais para ficar atento; porém, mais do que proibir, o desafio é estar sempre atento ao que a criança está visualizando e educar para o uso consciente da tecnologia, pois, tomando os devidos cuidados, o ambiente digital se torna um espaço de aprendizado, de diversão e educativo.
Fonte: Vatican News
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