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II Encontro Sinodal Nacional reforça o compromisso da Igreja

Evento em Fátima reuniu líderes católicos para avaliar avanços do processo sinodal e definir novas direções pastorais.

Escrito por Redação A12

13 JAN 2026 - 11H31 (Atualizada em 13 JAN 2026 - 14H38)

agência Ecclesia / Reprodução

A equipe Sinodal da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), realizou o II Encontro Sinodal Nacional, no último dia 10 de janeiro, em Fátima, Portugal. O encontro reuniu responsáveis das dioceses e de vários organismos católicos, com o objetivo de avaliar o último ano e definir implicações pastorais ao processo de implementação em curso.

A reunião trabalhou o tema geral “Da escuta à missão: espiritualidade sinodal e implicações pastorais”, proporcionando um momento de partilha sobre a implementação das orientações do Documento Final da XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos (2021-2024).

Segundo a Agência Ecclesia, citando o documento preliminar da reunião, os participantes pedem que as comunidades católicas vivam em serviço, promovendo “uma mudança no olhar e na linguagem”.

Somos também chamados a uma conversão do olhar e da linguagem: a deixar para trás as categorias mundanas que nos levam a perguntar ‘quem manda na Igreja’, para entrarmos no espaço mais exigente e libertador da pergunta verdadeiramente evangélica: que tipo de serviço é pedido a cada um na Igreja, segundo o dom que recebeu”, indica o documento.

II Encontro Sinodal Nacional

Participaram do encontro cerca de 160 participantes. A dinâmica do encontro dividiu os participantes em grupos de 20 pessoas, para a realização da partilha sob o método de conversação no Espírito.

Com base no método que promove escuta, identificaram a necessidade de serem desenvolvidas “práticas pastorais consistentes, com espaços e tempos próprios de escuta espiritual, humana e comunitária, no quotidiano das paróquias, dioceses e locais de vida e trabalho”.

A Agência Ecclesia informou que, do II Encontro Sinodal Nacional, surgiu a decisão de promover uma Igreja acolhedora e misericordiosa, de portas abertas, que não imponha obstáculos nem condições a quem busca Jesus. Também se quer uma Igreja corresponsável e participativa, onde todos os batizados sejam chamados a colaborar nos processos de discernimento, decisão e ação pastoral.

Uma Igreja centrada em Cristo, orante e missionária: que prioriza o ser antes do fazer, que se renova, continuamente, através da formação, a partir do Evangelho” foi outra proposta apresentada, indo “ao encontro das situações de sofrimento, injustiça e exclusão, assumindo uma presença profética na sociedade”.

No encontro sinodal, destacou-se a importância de uma pastoral que comunique e trabalhe em rede, dando atenção especial ao protagonismo dos jovens como agentes ativos na missão de anunciar o Evangelho.

No discurso de abertura do II Encontro Sinodal Nacional, Dom José Ornelas lembrou o impulso que o Papa Francisco deu à Igreja com o Sínodo.

O presidente da CEP referiu que o encontro traduz “a continuação do compromisso de renovação da Igreja”, dando seguimento às principais ações do Papa Leão XIV que, nas suas primeiras palavras no início do seu pontificado “pediu a paz, confirmou e indicou a continuação do percurso sinodal como fórmula de renovação da Igreja para poder responder aos complexos desafios dos tempos em que vivemos”.

“A clara afirmação da continuidade renovada deste caminho, dada pelo Papa Leão XIV, anima-nos a continuar e a verificar com clareza sinodal, a um ano e meio da conclusão da última Assembleia Geral do Sínodo, os frutos da recepção do documento final dado à Igreja e projetar os passos sucessivos da sua renovação”, acrescentou.

Dom José Ornelas afirmou:

A conjuntura mundial torna ainda mais urgente o aprofundamento da natureza sinodal da Igreja na sua vida e na sua missão. Somos confrontados com a agudização de conflitos e guerras que destroem milhares de vidas e meios essenciais às populações, pondo em causa a sobrevivência dos mais desfavorecidos”.

Os participantes do II Encontro Sinodal Nacional destacaram sinais de esperança, especialmente em comunidades que já vivem práticas sinodais. Mas, também apontaram desafios, como resistências do clero, falta de decisões partilhadas, pouca formação, cansaço pastoral, limitações estruturais e ritmos diferentes entre as comunidades.

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