Próximo ao encerramento do Jubileu, Roma se transformou em um espaço de exibição de arte, com uma exibição de obras que pertencem a coleções privadas, o que faz com que sejam exibidas ao público apenas em ocasiões específicas.
Mais do que obras-primas da história da arte, as telas carregam uma catequese visual enraizada na fé católica. A mostra permanece aberta até 8 de fevereiro de 2026, na igreja de Sant’Agnese in Agone e propõe uma meditação visual sobre os grandes mistérios do cristianismo: a Encarnação e a Ressurreição de Cristo, feitas pelas mãos dos artistas barrocos: Peter Paul Rubens e Michelangelo Merisi, o Caravaggio.
As obras trazem o assunto central do cristianismo, onde Deus se fez carne e venceu a morte. A exposição propõe um percurso profundo, o que torna a experiência verdadeiramente inédita, devido ao diálogo criado entre elas, pensado especialmente para o Jubileu.
Madona com o Menino 1617-1618 - Peter Paul Rubens, em óleo sobre tela, 109,5 × 79,5 cm.
Na obra "Madona com o Menino", a Encarnação se manifesta na fragilidade do Menino nos braços de Maria, com o Menino Jesus, nu e frágil, sustentado sobre um tecido que antecipa simbolicamente o sudário. Contudo, o olhar da criança já se orienta para o destino que o espera: dar a vida pela humanidade.
Rubens conduz o olhar à contemplação. Sua devoção mariana se expressa na delicadeza do gesto de Maria e na humanidade do Menino, unindo ternura e anunciação, infância e cruz.
A Incredulidade de São Tomé (1602-1607) - Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio. Óleo sobre tela, 118 × 156,5 cm.
Em “A Incredulidade de São Tomé”, a Ressurreição se revela no corpo ferido e glorificado de Cristo, a mão do apóstolo, conduzida pelo próprio Senhor, toca a chaga aberta. É a manifestação da fé nascendo do contato, da carne atravessada pela morte e transformada em vida nova.
Colocadas lado a lado, as duas obras constroem o seguinte diálogo: na obra de Rubens, o corpo é oferecido; em Caravaggio, o corpo é tocado. Em uma, a promessa; na outra, o cumprimento, do nascimento à vitória pascal, revelando que a fé cristã não é abstrata, mas encarnada e histórica.
Reunidas agora, essas obras não apenas convivem no mesmo espaço: elas se explicam e se completam, conduzindo o espectador ao centro da fé.
Serviço
A exposição “Cristo Nossa Paz” pode ser visitada diariamente, das 9h às 19h, na igreja de Sant’Agnese in Agone, em Roma, com entrada gratuita.
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Fonte: Vatican News
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