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Museu Aparecida: anos 90 marcaram a catalogação do acervo

Saiba mais sobre a quinta década do Museu Nossa Senhora Aparecida na série sobre os seus 70 anos de fundação.

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Escrito por Giovana Marques

08 JUL 2026 - 15H32 (Atualizada em 08 JUL 2026 - 17H15)

Giovana Marques

Em continuidade à série histórica sobre o Museu Nossa Senhora Aparecida, que completa em setembro 70 anos de fundação, chegamos a mais um acontecimento essencial registrado na década de 90: o início da catalogação do acervo ou do Livro do Tombo.

A catalogação é um processo de organização e descrição de documentos e itens, indispensável para os museus. Por meio desse sistema de registro, é possível identificar e preservar os objetos na instituição museológica, assegurando que as informações de cada item não se percam.

No início da década de 1990, foi instituído o Termo de Doação de Bens Móveis, ou seja, o documento que formaliza a transferência gratuita de propriedade de um bem ao Museu Nossa Senhora Aparecida, para preenchimento por parte de quem doava algum item para o acervo.

Mais adiante, parte das informações sobre doações que estavam registradas em manuscritos foi transcrita para os Termos de Doação, mantendo-se, em alguns casos, a anotação original anexada ao documento.

Mas, qual o caminho até chegar aqui?

De acordo com a monitora cultural do Santuário Nacional, Hainne Alves, foi a partir do Contrato de Doação, firmado em 1967 entre os fundadores do Museu e a Sociedade Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, que se verificou o acervo original do Museu, reunido no período da sua instalação na Torre Brasília.

Com o aumento constante do número de visitantes, as doações também cresceram significativamente. As novas peças eram incorporadas às vitrines logo após serem recebidas, acompanhadas de cartões de identificação e, em alguns casos, de informações sobre sua procedência e sobre o doador.

Esse conjunto de registros serviu de base para a organização documental do acervo e para o preenchimento do Livro de Tombo.

A administração do Museu

Em 1996, o Museu passou a ser administrado pelo Santuário Nacional após o falecimento dos fundadores, Conceição Borges Ribeiro e seu esposo Vicente Carmargo. Conheça mais sobre os idealizadores no conteúdo sobre a primeira década do museu a seguir.

+ O legado de Conceição Borges Ribeiro 

Em testamento, o casal destinou o Museu Nossa Senhora Aparecida ao Santuário Nacional, que passou a assumir sua administração e a guarda do acervo, respaldado pelo Contrato de Doação firmado em 1967.

Dentre 1996 e 2003, quem esteve na direção do Museu foi a professora Zilda Augusta Ribeiro. Durante sua gestão, Zilda promoveu a reorganização do acervo em exposição, deu continuidade aos registros das novas doações e iniciou ações para qualificar o trabalho museológico.

Entenda mais, com a monitora cultural, sobre a importância desse trabalho de catalogação do acervo para a construção da história do Museu Nossa Senhora Aparecida.


Leia +

- Primeira década: fundação do Museu Nossa Senhora Aparecida

- Segunda década: inauguração no 2.º andar da Torre Brasília

- Terceira década: Museu dos Ciclos Socioeconômicos

- Quarta década: visita do Papa João Paulo II ao Santuário Nacional

Fonte: Museu Nossa Senhora Aparecida

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