Por Luciana Gianesini Em Redação A12 Atualizada em 02 SET 2019 - 15H22

Padres Reginaldo Carreira e Rodrigo Simões ensinam como ter 'um coração bem cuidado'

O Redação A12 ao vivo de hoje recebe os padres Reginaldo Carreira e Rodrigo Simões. Eles vieram responder dúvidas dos leitores do A12 e também falar sobre o livro que estão lançando pela Editora Santuário: "Um coração bem cuidado". 

Nessa obra, os padres, juntamente com a psicóloga Ana Carolina Queiroz, refletem temas relacionados ao comportamento humano, tais como ansiedade, medo, frustração, autoestima, autoimagem, dependência afetiva, relacionamentos, entre outros.

Gustavo Cabral
Gustavo Cabral


É nesse universo também que se inserem as
perguntas enviadas pelos leitores do A12, das quais selecionamos algumas para que os padres pudessem responder. Confira!

Editora Santuário
Editora Santuário

É pecado não querer convívio com um parente que me magoou?


Padre Reginaldo
explica que "pecado não é não querer convívio, mas sim não perdoar, conservar a mágoa em relação à pessoa". Ele esclarece que a mágoa faz parte e que o processo de perdão não é rápido. Amar significa perdoar e respeitar, mas em alguns momentos é possível que entendamos que afastar-se do convívio é melhor.

Padre Rodrigo completa dizendo que é importante tentar perceber a intenção positiva do outro. "Será que aquele que me ofende tem realmente a intenção de me fazer mal?", diz. Ele afirma que não significa que não vá ser doloroso; mas às vezes é até mais seguro reservar-se esse tempo para processar os fatos e exercitar o perdão.

Timidez e insegurança: como superar

Padre Rodrigo explica que é interessante perceber questões relacionadas a autoestima e autoimagem. Quando uma outra pessoa vê capacidade e valor em outra, esta precisa dar um passo em direção a tentar perceber as mesmas qualidades em si mesma.

Padre Reginaldo explica que todos temos expectativas em relação aos outros e a nós mesmos, mas nem sempre estamos obrigados a corresponder a essa expectativa. "Isso está relacionado à ansiedade, ao medo de que o futuro não se apresente como gostaríamos", diz. O que importa é ter a consciência de que não somos perfeitos e que, caso algo não saia como esperamos, também está tudo bem.

A construção da autoimagem

Têm muita força as palavras que outros dizem sobre nós, principalmente quando vindas de pessoas próximas. Entretanto,  Padre Rodrigo ensina que, da mesma forma que algo pode ter sido marcado em nosso coração, isso também pode ser reeditado, ressignificado. "Nessa hora, um profissional pode ajudar muito, principalmente se é algo que nos causa sofrimento", indica.

Isso é um ponto importante para que os pais observem como estão lidando com o comportamento de seus filhos. Padre Reginaldo explica que é importante corrigir atitudes erradas que os filhos possam ter cometido, e não rotulá-los inteiramente de forma negativa. "Algumas gerações receberam uma criação punitiva, mas que hoje precisa ser revista", completa padre Rodrigo.

Ainda em relação a este tema, os padres destacam a grande interferência que as redes sociais têm exercido, no sentido de estimular uma comparação não saudável entre as pessoas. "O primeiro passo para a mudança é a consciência", diz Padre Rodrigo. "Ninguém muda aquilo que não enxerga. O conceito de beleza mudou ao longo dos séculos e hoje tais 'padrões' já estão um pouco menos definidos", conclui.

"É importante olhar para si e para a própria espiritualidade, que também pode ajudar muito, uma vez que sabemos que Deus nos criou de forma perfeita, à Sua imagem e semelhança", completa padre Reginaldo.

:: Tire suas dúvidas sobre autoconhecimento e autoajuda

Ansiedade e adolescência

A ansiedade está relacionada a não colocar os pés no presente, é uma preocupação antecipada.

Padre Reginaldo diz que coisas simples podem ajudar, como prestar atenção na respiração, concentrar-se no presente, etc. Padre Rodrigo diz que a primeira coisa a se compreender é que, na adolescência, a ansiedade é normal, uma vez que é uma fase em que não se tem a clareza sobre quem se é, se adulto ou criança. "Acolher, nesse caso, é melhor que um conselho. Muitas vezes, o adolescente só quer que alguém esteja ali com ele, ou que lhe permitam falar", esclarece.

Ele também destaca os pensamentos "absolutistas", as "catastrofizações" comuns da adolescência: "se eu não tiver tal coisa, eu vou morrer", "se eu não for, vai ser terrível". O padre diz que este tipo de pensamento é disfuncional, irracional e conversar a respeito pode desfazer esse sentido catastrófico para as expectativas não correspondidas.

Por fim, os padres falam sobre o livro, que também aborda esses temas e vem para ser um instrumento de apoio para as pessoas que passam por algumas dessas situações. "O livro nos ajuda a 'pensar sobre os pensamentos'. Identificando aqueles menos adequados, corrigi-los", conclui padre Rodrigo.

:: Confira este e outros títulos no site da Editora Santuário

Assista à entrevista na íntegra abaixo:


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