Nesta segunda-feira (29), dia em que a Igreja Católica celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Leão XIV realizou a tradicional oração do Angelus, após a celebração da missa com bênção e a imposição dos Pálios aos noves arcebispos metropolitanos nomeados nos últimos doze meses.
Ao refletir a Solenidade dos padroeiros de Roma, o Pontífice afirmou que a festa recorda o “vínculo originário que une, em uma comunhão de fé e caridade, a Igreja local a todas as outras do mundo”.
O Santo Padre, contou que o martírio dos dois apóstolos em Roma, no dia 29 de junho de 67 d.C., durante a perseguição do imperador Nero, revela a profundidade do amor que Deus nos concedeu por meio de Jesus.
“Sim, foi graças à sua palavra e ao seu martírio que o Evangelho de Cristo se enraizou, por assim dizer, em Roma, manifestando precisamente aqui, na capital do império, a sua capacidade de renovação”, explicou.
Seguidores de Jesus, deram testemunho de fé e de seu martírio ao viver uma nova forma de força, não baseada no poder, mas no serviço à vida. Esse testemunho continua presente até hoje, nas cidades, periferias e nos lugares mais distantes, por meio das vozes e da coragem daqueles que aceitaram o chamado: “Segue-me!”.
“Este dia de festa envolve-nos na missão de Pedro e Paulo, ou seja, na missão do próprio Jesus. Deus confia em nós, que somos pecadores perdoados por Ele, em nós que não somos perfeitos, para que a sua graça brilhe nas nossas histórias e se revele a sua força, que muda o mal em bem”.
O Papa também reforçou a diversidade de Pedro e Paulo: "diversos na origem, na formação e no caráter; não só antes de terem sido chamados, mas também depois; e o seu único Senhor não os uniformizou".
E completou dizendo que o Evangelho traz “um sotaque específico por cada um deles, divergências narradas ‘como uma boa nova’; não adversários", mas símbolo de unidade:
“Os Padroeiros da Igreja de Roma viveram o esforço da comunhão, conhecendo-a, servindo-a e anunciando-a como sacramento da vida divina. O testemunho deles contribuiu de forma determinante para que a presença cristã na história se orientasse não para o domínio, mas para o serviço, a unidade e a reconciliação.”
E finalizou: “Por intercessão de São Pedro e São Paulo, o Senhor nos conceda apreciar cada vez mais a catolicidade da Igreja, reconhecer o seu valor ao serviço do encontro fraterno entre as pessoas e os povos, evitar tudo o que desgasta ou prejudica a comunhão, e perseverar no caminho ecumênico e no diálogo atento e franco com todos.”
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Fonte: Vatican News
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