Na Audiência Geral desta quarta-feira (13), o Papa Leão XIV recordou que a fragilidade humana não é capaz de afastar o amor de Deus.
Mesmo diante das nossas quedas, Ele permanece fiel. “Ainda que possamos falhar, Deus nunca falha. Mesmo que possamos trair, Ele nunca deixa de nos amar”, afirmou.
O encontro reuniu milhares de fiéis divididos entre a Sala Paulo VI, a Basílica de São Pedro e a Praça Petriano, para escapar do calor intenso que passou dos 30 °C.
O Papa saudou os presentes em várias línguas e agradeceu pela paciência. “Agradecemos a Deus pelo maravilhoso dom da vida, do bom tempo e de todas as suas bênçãos”, disse.
Na catequese, Leão XIV deu continuidade ao ciclo sobre o mistério pascal iniciado semana passada, refletindo sobre a ceia pascal em que Jesus revelou que um dos apóstolos iria traí-Lo. O Papa destacou que Cristo não expôs Judas para condenar, mas para salvar.
“O amor, quando é sincero, não pode esconder a verdade. O Evangelho não nos ensina a negar o mal, mas a reconhecê-lo como uma oportunidade dolorosa para renascer”, afirmou.
Segundo o Papa, os discípulos reagiram com tristeza silenciosa, marcada por dúvidas e vulnerabilidade. Todos se perguntaram: “Acaso serei eu?”
Essa pergunta, explicou, nasce da consciência de que nosso amor é frágil. “Não é o grito do culpado, mas o sussurro de quem, mesmo querendo amar, sabe que pode ferir. É nessa consciência que começa o caminho da salvação.”
Leão XIV sublinhou que, diante do mal, Deus não se vinga. As palavras de Jesus sobre o traidor “Melhor seria que nunca tivesse nascido!” não expressam condenação, mas dor. Cristo, mesmo sabendo que seria abandonado, permaneceu à mesa com todos.
“Esta é a força silenciosa de Deus: não abandona nunca a mesa do amor, nem mesmo quando sabe que será deixado sozinho”, afirmou o Pontífice.
O Papa concluiu reforçando que essa fidelidade divina é a base da nossa esperança.
“Se nos deixarmos alcançar por esse amor, humilde, ferido, mas sempre fiel, então podemos verdadeiramente renascer. E começar a viver não mais como traidores, mas como filhos sempre amados.”
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