Leia MaisVeja a foto mais recente do Papa Emérito Bento XVI no VaticanoPapa critica machismo e elogia mulheres na gestão do VaticanoO Papa Francisco, na última quarta-feira (09), voltou a falar sobre a guerra que acontece no leste europeu entre Ucrânia e Rússia.
A fala do Pontífice aconteceu durante a tradicional Audiência Geral, no Vaticano. Francisco falou sobre a importância do diálogo para encerrar conflitos em qualquer parte do mundo.
"Penso na loucura da guerra, uma loucura, da qual a vítima é a martirizada Ucrânia, e em tantos outros conflitos que não vão se resolver nunca através da infantil lógica das armas, mas só com a leve força do diálogo", iniciou o Papa.
Francisco não citou apenas a guerra em curso na Ucrânia, que se estende desde a manhã do dia 24 de fevereiro, mas também outros conflitos que acabam destruindo a humanidade.
“Além da Ucrânia, pensemos em outros conflitos: na Síria, mais de 10 anos de guerra, nas crianças do Iêmen, pensemos em Myanmar. O que fazem as guerras? Destroem a humanidade, destroem tudo”, disse o Santo Padre.
Francisco citou, ainda durante a Audiência Geral, o Concílio Vaticano II, realizado há 60 anos, e que teve grande importância na construção da paz mundial.

“O Concílio afirmava que tal obra exige que os homens dilatem a sua mente e o seu coração para além das fronteiras da própria nação, abandonando qualquer tipo de egoísmo nacional e qualquer ambição de supremacia sobre outras nações, nutrindo ao invés disso um profundo respeito por toda a humanidade”, falou.
O Papa recordou durante sua fala a sua viagem ao Bahrein, a sua 39ª Viagem Apostólica.
“No Bahrein, eu lembrei dessa exigência e desejei que, em todo o mundo, os responsáveis religiosos e civis saibam olhar para além de suas fronteiras, das próprias comunidades, para todos se curarem juntos”, disse Francisco.
Nas considerações finais, o Papa voltou a pedir orações pela "martirizada Ucrânia" e "pediu ao Senhor a paz para essas pessoas tão atribuladas e que sofrem com tanta crueldade, tanta crueldade, por parte dos mercenários que fazem a guerra”.
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