Durante o Jubileu dos Operadores de Justiça, celebrado na Praça São Pedro no sábado (20), o Papa Leão XIV destacou que a grandeza da justiça está no respeito à dignidade humana.
Em suas palavras: “a grandeza da justiça não diminui quando a exerce nas pequenas coisas, mas emerge sempre quando é aplicada com fidelidade ao direito e ao respeito pela pessoa”.
O Pontífice recordou que a justiça não pode ser reduzida a normas e processos. Este conceito é indispensável para a sociedade, mas também uma virtude que orienta a consciência de cada homem e mulher.
“A justiça evangélica não se afasta da humana, mas a questiona e redesenha. O mal não deve apenas ser punido, mas reparado.”
Segundo o Papa, a justiça cristã está ligada ao perdão e à reconciliação, porque vai além da aplicação de penas.
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Leão XIV afirmou que a verdadeira igualdade só existe quando todos têm garantidos seus direitos e oportunidades.
“A justiça se concretiza quando a cada um é dado o que lhe é devido, até alcançar a igualdade em dignidade e oportunidades.”
O Papa alertou para comportamentos que ameaçam a vida humana e negam direitos básicos. Nesse cenário, os operadores da justiça têm a missão de recuperar valores esquecidos e proteger a convivência.
O Catecismo da Igreja Católica ensina que a justiça é uma atitude estável de dar a Deus e ao próximo o que lhes pertence. O Papa reforçou: “buscar a justiça requer amá-la como uma realidade que só pode ser alcançada se combinarmos atenção constante, desinteresse radical e discernimento assíduo”.
Inspirado nas Bem-aventuranças, Leão XIV afirmou: “ter fome e sede de justiça equivale a estar consciente de que ela exige esforço pessoal para interpretar a lei da forma mais humana possível”.
A justiça, portanto, não se limita a uma função técnica, mas exige compromisso pessoal e espiritual.
O Papa concluiu, lembrando Santo Agostinho: “o Estado, no qual não há justiça, não é um Estado”. Para ele, a sociedade só se sustenta quando distribui a cada um o que lhe pertence e se orienta pelo verdadeiro Deus.
• A justiça é mais que aplicação da lei: é virtude e serviço.
• Respeito à dignidade humana é o centro da justiça.
• O mal precisa ser reparado, não apenas punido.
• Verdadeira igualdade é garantir direitos e oportunidades a todos.
• Justiça exige atenção, desinteresse e discernimento.
• Sem justiça, um Estado perde sua legitimidade.
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Fonte: Vatican News
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