Ao concluir a viagem apostólica de 10 dias ao continente africano, o Papa Leão XIV presidiu missa para cerca de 30 mil pessoas no Estádio de Malabo, na Guiné Equatorial. Foi o último compromisso público antes do retorno a Roma.
Na homilia de despedida, o Pontífice resumiu o significado da visita:
"Parto da África com um tesouro inestimável de fé, esperança e caridade: um tesouro feito de histórias, rostos, testemunhos de alegria e de sofrimento que enriquecem grandemente a minha vida e o meu ministério como sucessor de Pedro."
A jornada incluiu quatro países: Argélia, Angola, Camarões e Guiné Equatorial. Ao longo do percurso, o Papa reforçou mensagens de reconciliação, justiça social, paz e fortalecimento das Igrejas locais.
A duração da viagem recordou o itinerário de São João Paulo II em 1985, quando visitou sete nações africanas em 11 dias. O continente reúne 54 países, possui a segunda maior população do planeta e enfrenta graves desafios socioeconômicos.
Ao se despedir, Leão XIV destacou o papel da África na vida da Igreja:
"Assim como nos primeiros séculos da Igreja, a África é chamada hoje a dar uma contribuição decisiva à santidade e ao caráter missionário do povo cristão".
O Papa também evocou a história da evangelização local, iniciada há cerca de 170 anos com missionários que chegaram por via marítima. Agradeceu às autoridades civis e religiosas, aos sacerdotes e ao povo de Deus.
Recordando o lema da visita, afirmou: “Cristo, a luz da Guiné Equatorial e vocês são sal da terra e luz do mundo.”
Antes da bênção final, confiou as famílias africanas à intercessão de Nossa Senhora.
Durante o voo de regresso a Roma, o Papa conversou com jornalistas. Ele reiterou que a missão central de cada viagem é anunciar o Evangelho.
“Quando faço uma viagem, falo por mim mesmo; porém, hoje, como Papa, Bispo de Roma, trata-se sobretudo de uma viagem apostólica pastoral para encontrar, acompanhar e conhecer o povo de Deus.”
Leão XIV observou que, muitas vezes, o interesse externo recai sobre posicionamentos políticos. Ele afirmou que temas como justiça e responsabilidade dos governantes fazem parte do diálogo, mas ressaltou que o foco permanece pastoral.
Ao abordar conflitos internacionais, declarou: “como pastor, não posso ser a favor da guerra; há muitos mortos inocentes”. Citou crianças vítimas dos confrontos no Irã e no Líbano. Também condenou a pena de morte e defendeu o respeito ao direito internacional.
Sobre migração, questionou: “O que o Norte faz pelo Sul do mundo?” e criticou situações em que migrantes são tratados de forma desumana.
Ao avaliar a experiência africana, o Papa demonstrou gratidão. Destacou o entusiasmo do povo e a vivência compartilhada da fé. Segundo ele, a proximidade com as comunidades locais marcou profundamente a missão.
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Fonte: Vatican News
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