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Santo Padre

Papas explicam por que o Concílio Vaticano II ainda importa

O Concílio Vaticano II, à luz dos Papas, mostra como a Igreja une tradição e mundo moderno para anunciar Cristo hoje que, apesar de 60 anos, segue atual.

Escrito por Redação A12

14 JAN 2026 - 11H43 (Atualizada em 14 JAN 2026 - 15H51)

Archivio Fotografico Vatican Media

O Concílio Vaticano II segue no centro do modelo de vida da Igreja. Mais de 60 anos depois de sua abertura, continua a moldar a forma como os católicos vivem a fé. Com a virada do ano, o Papa Leão XIV retomou a importância de seu legado ao iniciar uma nova série de catequeses na Audiência Geral.

Segundo o Pontífice, “O Concílio Ecumênico Vaticano II ajudou-nos a abrir-nos ao mundo e a abraçarmos as mudanças e os desafios da era moderna, mediante o diálogo e corresponsabilidade”. 

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Quem convocou o Concílio Vaticano II?

O Concílio foi convocado por São João XXIII e aberto em 11 de outubro de 1962. O então jovem teólogo Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI, participou como conselheiro teológico do Cardeal Joseph Frings, de Colônia, mas também como especialista. Em 2012, ao recordar a abertura do Concílio, Bento XVI recordou as palavras de João XXIII.

“O que mais preocupa o Concílio Ecumênico é que o depósito sagrado da doutrina cristã seja salvaguardado e ensinado com mais eficácia (…) É necessário que esta doutrina, certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja explorada e apresentada de uma maneira que responda às necessidades do nosso tempo”.

Para Bento XVI, ali nasceu uma tensão comovente que ainda marca a Igreja. Uma fé que transmite a verdade e a beleza das tradições, mas capaz de falar ao presente, porque “na fé ressoa o eterno presente de Deus”.

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Por que a Igreja convocou um Concílio?

Na Constituição Humanae Salutis, João XXIII explicou que a Igreja vivia um tempo de renovado desejo de unidade e força espiritual. O mundo se encaminhava para uma rápida transformação e a Igreja precisava se atualizar.

“Sentimos logo o urgente dever de conclamar os nossos filhos para dar à Igreja a possibilidade de contribuir mais eficazmente na solução dos problemas da idade moderna, escreveu.

Para ele, o Concílio seria “uma verdadeira providência celestial para incremento da graça na alma dos fiéis e para o progresso cristão”.

Reprodução/Vatican Media Reprodução/Vatican Media Papa João XXIII

O que foi o Concílio Vaticano II?

São João Paulo II, que participou do Concílio como padre conciliar, definiu o evento eclesial como uma ação direta do Espírito Santo. Em 2000, ele afirmou por ocasião de uma Conferência internacional sobre a atuação do Concílio:

O Concílio Vaticano II constituiu uma dádiva do Espírito à sua Igreja. É por este motivo que permanece como um evento fundamental não só para compreender a história da Igreja no fim do século, mas também, e sobretudo, para verificar a presença permanente do Ressuscitado ao lado da sua Esposa no meio das vicissitudes do mundo.”

Para o Papa polonês, o encontro dos bispos do mundo inteiro mostrou que a fé de dois mil anos continuava viva. A Igreja, segundo ele, viveu ali “uma experiência de fé, abandonando-se a Deus sem reservas, na atitude de quem confia e tem a certeza de ser amado.”

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A herança que permanece viva

Em 1966, São Paulo VI explicou que o Concílio não ficou preso ao passado. Sua herança está nos documentos que continuam a orientar a Igreja.

“O Concílio deixa para a Igreja o que realizou, ou seja, a si mesmo. O Concílio não nos obriga a olhar para trás, para o ato da sua celebração; pelo contrário, obriga-nos a olhar para a herança que nos deixou, que está presente e perdurará no futuro.”

Essa herança inclui quatro Constituições, nove Decretos e três Declarações. Juntos, eles formam um corpo de ensinamentos que sustenta a renovação desejada pelos padres conciliares. Conhecer esses textos, disse Paulo VI, é ao mesmo tempo, um dever e uma bênção.

add_box  Conheça os documentos do Concílio Vaticano II

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O que o Concílio pede hoje?

No aniversário de 60 anos do Concílio Vaticano II, em 2022, o Papa Francisco resumiu o caminho atual da Igreja: “Redescubramos o Concílio para devolver a primazia a Deus, ao essencial”.

Ele comparou esse retorno às origens com a Galileia do Evangelho, o lugar do primeiro amor por Cristo. Ali, cada cristão é chamado a ouvir novamente a pergunta de Jesus: “Amas-me?”.

Francisco lembrou que uma Igreja sem alegria perde o amor. Por isso, voltar às fontes do Concílio significa voltar ao próprio Cristo.

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Como viver o Concílio no dia a dia?

Na Audiência Geral de 7 de janeiro de 2026, a primeira sobre o Concílio Vaticano II, o Papa Leão XIV afirmou que para entendê-lo, é preciso ir às suas fontes:

Devemos conhecer o Concílio de perto, novamente e fazê-lo, não através do ‘ouvir dizer’, nem das interpretações que lhe foram dadas, mas relendo os seus Documentos e refletindo sobre o seu conteúdo”.

E acrescentou:

“Aproximando-nos dos Documentos do Concílio Vaticano II e redescobrindo a sua profecia e atualidade, acolhamos a rica tradição da vida da Igreja e, ao mesmo tempo, interroguemo-nos sobre o presente e renovemos a alegria de correr ao encontro do mundo”.

add_box  Uma resposta concreta ao Concílio Vaticano II

Fonte: Vatican News

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