Por Redação A12 Em Santo Padre

Para Secretário de Estado do Vaticano, visita do Papa a Mianmar vai encorajar cristãos


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O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, afirmou que a visita apostólica do Papa a Mianmar e Bangladesh encorajará as comunidades católicas destes países. O Papa chega a Mianmar neste domingo, 27, e parte para Bangladesh na quinta-feira, 30. A viagem chega ao fim no sábado, 2 de dezembro.

“O Santo Padre se encontrará com as comunidades cristãs, que são minoria nestes dois países. Esta viagem vai mostrar o interesse e atenção a estas comunidades, especialmente por serem pequenas comunidades que precisam ser encorajadas”, afirmou Parolin.

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Francisco será o primeiro Pontífice a visitar a ex-Birmânia, país de maioria budista. Três dias mais tarde, na quinta-feira, 30, se transfere para o vizinho Bangladesh, de maioria muçulmana e onde os católicos são uma minoria. Porém, são fundamentais para uma verdadeira reconciliação nacional. O Cardeal Pietro Parolin acompanhará o Santo Padre na viagem.

Em entrevista a Rádio Vaticano, o Cardeal Parolin falou sobre a situação dos refugiados nos dois países existem refugiados, que vivem em condições desumanas.

Leia MaisViagem apostólica: Papa chega ao Chile nesta segunda, 15“É bem sabido que o Papa já manifestou mais vezes a sua atenção em relação à situação destes refugiados. Bastaria pensar no apelo pronunciado após o Regina Coeli de 24 de maio de 2015. Naturalmente, o apelo do Papa vai sempre nesta direção, antes de tudo, de insistir na acolhida dos refugiados, e portanto, de exprimir também o apreço e agradecimento pelos países que assumem estas pessoas que fogem de seus países, que têm necessidade de ajuda, de assistência pela situação de grande vulnerabilidade e sofrimento em que se encontram. Depois, o seu apelo vai no sentido de convidar a comunidade internacional a oferecer toda a assistência humanitária possível diante deste drama"

O Secretário de Estado do Vaticano ainda acrescentou que acredita que uma solução duradoura que seja buscada por parte de todos os atores, de todos os protagonistas em espírito humanitário, levando em consideração também a importância para as pessoas, para a população, de ter uma nacionalidade e sabendo que somente esta solução duradoura pode oferecer estabilidade, paz e desenvolvimento àquela região e a todas as áreas de conflito”.

O Cardeal ainda citou que o Santo Padre irá propor o que sempre indicou nos países onde estão presentes várias religiões, diversos grupos religiosos, isto é, o diálogo inter-religioso como forma de encontro entre estas religiões e a colaboração pelo bem comum da sociedade. A ideia, justamente, é de que as religiões possam dar uma contribuição notável à paz, ao desenvolvimento, à reconciliação, à convivência pacífica entre os povos, e isto se pode realizar nos países, caso se unirem para trabalhar juntos neste sentido.

Fonte: Rádio Vaticano

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