Por Redação A12 Em Santo Padre

‘Visitar os enfermos e encarcerados’ é tema da catequese de hoje do Papa Francisco

O Papa Francisco realizou nesta quarta-feira (09) mais uma audiência geral do Ano da Misericórdia e sob o tema “Visitar os enfermos e encarcerados” lembrou como a vida de Jesus é um exemplo para realização das obras de misericórdia.

Audiência do papa Francisco Credito da Foto: AFP“A vida de Jesus, sobretudo nos três anos do seu ministério público foi um incessante encontro com as pessoas. Entre essas um lugar especial tinha os enfermos, quantas páginas no Evangelho narram esses encontros, o paralítico, cego, leprosos, epilético, doente de todos os tipos. Jesus se fez próximo a cada um deles e os curou com a sua presença e o poder da sua força restauradora. Portanto não pode faltar, entre as obras de misericórdia, a de visitar e assistir às pessoas enfermas. Junto a esses podemos inserir também aquela de estar próximos aqueles que se encontram na prisão”, relembrou.

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O Santo Padre enfatizou que visitar os doentes pode ser uma oportunidade de enriquecimento da fé e uma simples forma de ajudá-los a sentir-se melhor.

 

"Não deixemos sozinhas as pessoas enfermas, não vamos impedi-las de encontrar alívio e nós de sermos enriquecidos pela proximidade de quem sofre”

“Com essas obras de misericórdia o Senhor nos convida a um gesto de grande humanidade, a partilha, vamos recordar essa palavra, a partilha. Que enfermos muitas vezes se sentem sozinhos, não podemos esconder que sobretudo nos nossos dias, precisamente na doença se faz a experiência mais profunda da solidão. Uma visita pode fazer a pessoa doente sentir mesmo sozinha e um pouco de companhia é um ótimo remédio, um sorriso uma caricia um aperto de mãos são gestos simples mas muito importantes para esses que se sentem abandonados em si mesmos (...) Não deixemos sozinhas as pessoas enfermas, não vamos impedi-las de encontrar alívio e nós de sermos enriquecidos pela proximidade de quem sofre”, pediu.

Ainda em sua catequese o Papa Francisco reforçou que os encarcerados são filhos amados de Deus e que não cabe ao cristão julgá-los, mas sim ser instrumento de misericórdia.

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"Não aponte o dedo contra o outro, todos ao invés vamos nos tornar instrumentos de misericórdia com comportamentos de partilha e de respeito”

“Penso também naqueles que estão fechados nas prisões, Jesus não se esqueceu deles. Colocando a visita aos encarcerados entre as obras de misericórdia quis também nos convidar antes de tudo a não sermos juízes de ninguém. Certamente se um está na prisão é por que errou, não respeitou a lei e a convivência civil, por isso na prisão está descontando a sua pena, mas qualquer coisa que um encarcerado tenha feito ele permanece sempre amado por Deus. (...) Não aponte o dedo contra o outro, todos ao invés vamos nos tornar instrumentos de misericórdia com comportamentos de partilha e de respeito”, colocou.

O Ano da Misericórdia será encerrado no dia 20 de novembro.

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