Na conclusão da Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, o Documento Final foi reconhecido com valor de magistério, indicando que, aprovado pelo Papa, orienta a Igreja sem valor normativo, mas com diretrizes que expressam o espírito sinodal. Essa abordagem, segundo Monsenhor Riccardo Battocchio, é inovadora: “O primeiro fruto é o método sinodal, essencial para tratar outras questões”.
Este foi um dos assuntos abordados pelos jornalistas na Sala de Imprensa da Santa Sé para coletiva de imprensa de conclusão dos trabalhos. Com o prefeito Paolo Ruffini, presidente da Comissão de Informação e Christiane Murray, vice-diretora da Sala de Imprensa da Santa Sé, estiveram presentes o cardeal Mario Grech, secretário-geral da Secretaria Geral do Sínodo, o cardeal Jean-Claude Hollerich S.I., relator geral, irmã Maria de los Dolores Palencia Gómez, C.S.J., presidente delegado e os dois secretários especiais, Pe. Giacomo Costa, S.I. e Monsenhor Riccardo Battocchio.
:: Papa Francisco discursa sobre o Documento Final do Sínodo
Em um mundo marcado pela globalização e pelas migrações, o Sínodo reafirma a importância de uma Igreja “arraigada e peregrina”, reconhecendo a riqueza das tradições orientais. Pe. Costa destaca que o desafio está em preservar essa diversidade sem isolamento, formando uma Igreja que acolha todas as culturas.
Outro ponto a ser observado é a colaboração entre leigos e ministros ordenados, que deve ser integrada e dinâmica, sem reduzir os leigos a "substitutos". Segundo o Cardeal Hollerich, isso é especialmente relevante em áreas seculares da Europa, onde “a Igreja se constrói em visão comunitária, não piramidal”.
O diaconato feminino permanece uma questão em aberto, sem definições concretas. Hollerich observa que “o Papa deixou claro que é uma questão a ser estudada”, e enfatiza o valor da presença feminina na formação de seminaristas.
Os “Grupos de Estudo” do Sínodo continuarão seus trabalhos até junho, com orientações a serem encaminhadas para conferências episcopais locais, permitindo um discernimento mais profundo em cada contexto cultural.
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Fonte: Vatican News
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