Por Fr. Diego Antônio da Silva, CSsR Em Notícias Atualizada em 19 DEZ 2018 - 14H31

Qual o sentido do Hábito Redentorista?

Durante o processo vocacional, muitos jovens se encantam com o uso do hábito que a maioria dos redentoristas utiliza como sinal de consagração e serviço. Mas você sabe realmente o que ele significa?

Símbolos Redentoristas

Bom, o primeiro e principal motivo já foi respondido. É um sinal externo de nossa consagração (cf. Compêndio Vaticano II – Perfectae Caritatis art. 17). Todos os Redentoristas, pela profissão religiosa, são verdadeiramente missionários a serviço da Igreja e do povo de Deus (cf. Const. nº 55). Deste modo, o uso do hábito está diretamente associado à dinâmica do serviço, da diaconia ensinada e praticada pelo Redentor. Por isso que em nossa veste existe um corte transversal que recorda nosso compromisso assumido pela causa do Evangelho, em favor dos pobres a abandonados.

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Outro sinal interessante é que, diferentemente da batina diocesana, não há os tradicionais 33 botões. O motivo é a praticidade para a missão. Nos tempos fundacionais, isto é, na época de Afonso, as mulas eram o principal meio de transporte. Dessa forma, a batina, livre dos botões, facilitava, e muito, a vida dos missionários. Nas mangas há apenas três botões que nos recordam a Trindade Santa e os três compromissos assumidos no dia da Consagração Religiosa, os votos de pobreza, de castidade e de obediência.

Vestimenta dos nobres e Hábito Redentorista

Na cintura trazemos na faixa o rosário em forma de “M” que nos recorda a devoção filial do Redentorista à Maria, bem como a necessidade da oração como meio de intimidade com Deus. Afonso era nobre, filho de uma tradicional família napolitana. Um dos principais símbolos da nobreza nesse período era a espada que se utilizava na cintura. Desta forma, Afonso, após sua “conversão”, compreende que sua verdadeira arma é a oração e, aos pés de Nossa Senhora, deposita sua espada juntamente com toda a sua nobreza.

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Pela tradição Alfonsiana herdamos, além do rosário, a medalha e a cruz. Na medalha há, de um lado, a imagem de Santo Afonso, nosso pai fundador e, do outro, o Santíssimo Redentor com os dizeres: “Copiosa apud eum Redemptio”, que significa “A redenção junto d’Ele é copiosa” (Sl. 130), sintetizando nossa espiritualidade. Somos missionários da Copiosa Redenção, missionários do Santíssimo Redentor e, por isso, na cruz encontramos o maior símbolo da redenção. Somos chamados a ser anunciadores do amor redentor de Jesus.

Rosário Redentorista

O redentorista é chamado a ser forte na fé, alegre na esperança, fervoroso na caridade, humilde e sempre dado à oração (cf. Const. nº 20). Utilizamos o hábito não por privilégio ou status, mas como compromisso, sinal de pertença a Cristo! Portanto, os Redentoristas não são Redentoristas porque usam o hábito, mas muitos fazem a opção de usá-lo porque são Redentoristas. É uma veste simples, usada em determinadas ocasiões, segundo os costumes e orientações pastorais que, além de testemunhar externamente a consagração religiosa, deve aproximar o religioso do povo.

Os redentoristas, como homens apostólicos e genuínos discípulos de Santo Afonso, seguindo contentes a Cristo Salvador, participam de seu mistério e anunciam-no com evangélica simplicidade de vida a fim de levar aos homens e mulheres a Copiosa Redenção (cf. Const. nº 20).


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