Antes da fundação desta comunidade, os Redentoristas já realizavam missões nas belas terras galegas há quarenta anos. Eles vinham principalmente de Astorga, já que viajar era muito difícil naquela época.
Essa foi a razão pela qual também queriam uma fundação na região da Galícia. Além disso, a estima que se tinha pela Virgem do Perpétuo Socorro e pelos missionários já era muito grande.
Várias cidades tentaram atrair os filhos de Santo Afonso, como Villagarcía, Ribadavia, Carballiño, mas La Corunha foi a escolhida.
Antecedentes da fundação
Em 1918, os párocos de São Jorge e São Nicolau combinaram a celebração de uma missão redentorista em suas respectivas paróquias. O sucesso da missão foi altamente satisfatório, e o afeto pela Mãe do Perpétuo Socorro tomou conta de muitas almas de La Corunha.
Isso facilitou os procedimentos iniciais da fundação. A amizade do redentorista Pe. Ignacio Rodríguez Insúa também teve muito a ver com aquele que mais tarde se tornaria arcebispo da Sé de Compostela, Dom Manuel Lago.
Quando Monsenhor Dom Manuel Lago tomou posse como Arcebispo da Sé de Compostela em 1924 e visitou La Coruña, recebeu as exigências feitas a esse respeito por alguns leigos, recordando as missões de 1918.
Assim, Pe. Insúa viajou de Madri para se reunir e especificar a fundação com o Arcebispo de Compostela, que satisfeito com a fundação, apontou como ponto de partida a vizinhança da Estação, uma região que precisava muito de ajuda espiritual.
Os Padres Capuchinhos lá haviam vivido por nove anos, acabando por se mudar para outro bairro mais próximo do centro da cidade.
Depois de concordarem e de obterem as licenças necessárias, os padres Gómez e Insúa chegaram à cidade de La Corunha, recebidos na estação por quatro cavaleiros da Súplica Perpétua da paróquia de São Jorge, ficando por uma semana na casa da Sra. Catalina Ostendi. Era 12 de janeiro de 1925, data marcada como início da Comunidade.
Em 22 de janeiro, o bispo redentorista, Rev. Pe. Mutiloa, celebrou a primeira Missa na capela da casa. Três pessoas participaram daquela missa. Era a semente de mostarda que de repente começou a crescer vigorosamente.
Na Novena do Perpétuo Socorro, em junho daquele mesmo ano, os fiéis já não cabiam mais na capela e no corredor da casa.
Enquanto isso, os superiores escolheram uma área pouco desenvolvida e as fundações da nova casa foram lançadas em 18 de julho de 1925 e, após um ano de árduo trabalho, foi realizada a cerimônia solene de bênção, que ocorreu no dia da Assunção de Nossa Senhora em 1926.
A atenção à celebração do Sacramento da Reconciliação que os missionários implantaram logo se tornou muito apreciada na cidade e nas cidades vizinhas. Além disso, o cuidado pastoral missionário realizado como os Exercícios Espirituais, Retiros, celebração das Semanas Santas, Novenas, Tríduos e outras celebrações geraram uma grande participação das pessoas.
Em vários períodos eram realizadas capelanias com atenção às Paróquias vizinhas a pedido do bispo diocesano. O início da comunidade ocorreu em 11 de dezembro de 1925.
Desde o primeiro momento, havia uma preocupação de encontrar um terreno para construir a futura residência da comunidade redentorista. Em 18 de julho de 1925 começaram as obras e, em menos de um ano, a casa foi construída, equipada com uma grande capela. A mudança para a nova residência ocorreu em 15 de agosto de 1926.
Em maio de 1931, devido à situação política e ameaças de guerra, a capela corria sério risco de ser incendiada e, por essa razão, os cultos foram suspensos por um tempo. Alguns anos depois, em 1936, a casa e a capela foram, de fato, incendiadas.
Diante da gravidade dos acontecimentos, em 20 de julho, a comunidade se dispersou. Quando a tranquilidade foi restaurada, a residência estava inabitável, sendo preciso alugar um apartamento provisório até que a residência fosse reparada, mas a capela só pôde ser reaberta ao culto no início de 1937.
Após a Guerra Civil, que durou de 1936 a 1939, e depois da Segunda Grande Guerra, a capela se tornou insuficiente para acomodar as atividades paroquiais. Uma nova igreja capaz de abrigar a todos começou a ser construída, sendo abençoada em 25 de abril de 1953, pelo Cardeal Quiroga Palacios.
A igreja foi dedicada a Cristo Rei e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Ainda assim, anos mais tarde, uma nova casa e uma nova igreja se fizeram necessárias e, depois de todas as mudanças, a nova igreja foi abençoada e inaugurada em 14 de dezembro de 1992, pelo Arcebispo de Santiago de Compostela, Dom Antonio M. Rouco Varela.
Após a conclusão das obras, a comunidade pode retornar à nova residência, o que ocorreu em maio de 1993, para continuar sua atividade pastoral e missionária que, por outro lado, nunca foi interrompida.
Os tempos mudam, as pessoas passam, mas a comunidade continuou a sua caminhada, celebrando em fins de 2025 e início de 2026 o centenário de sua caminhada.
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Fonte: Tradução livre: Pe. Inácio Medeiros, C.Ss.R.
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