Ao acordar, ouvi muitas vozes. Pode parecer estranho, mas é que no Natal costumo ouvir muitas vozes: fatos, presépio, família, amigos, confraternização, festas. São vozes dos natais celebrados ao longo da vida.
Nesta época, horas e outras, me encontro ouvindo vozes vindas de lugares, pessoas, coisas e fatos. São vozes que não se calam. Talvez seja porque Natal, seja tempo de escuta.
Hoje ouvi vozes vindas das Novenas de Natal. Aquelas vozes que me levaram a pensar e sentir, pela primeira vez, a vontade de ser padre. Sim, foi no Tempo do Advento, nas Novenas de Natal, que eu senti as primeiras inquietações vocacionais.
São coisas da vida, prefiro pensar assim, pois essas vozes são cheias de vidas, de ótimas lembranças, de belos momentos sonhados e vividos em muitos lugares.
.:: Uneser marca presença na Assembleia Capitular Provincial ::.
Essas vozes falam de como a vida era tecida, com mãos e mentes ágeis, agulhas e linhas coloridas.
Cada um tecendo do seu modo, no seu tempo, mas conectado a outras vidas, o que tornou a minha vida maior, plural.
Enquanto ouço essas vozes, vou recordando a tessitura da vida no Seminário Santo Afonso, o que deixa cada vez mais claro, que nenhuma vida é tecida sozinha, nem de uma só vez. Ao contrário, a vida é tecida aos poucos e por muitos.
Essas vozes me fizeram reviver instantes mágicos, feitos de sonhos e realidade, de construções e rupturas, coragem e medos, desafios e conquistas.
São vozes que fazem reviver aqueles instantes de fé, oração, celebração, esportes, trabalho, estudos, arte, pastoral, etc.
Essas vozes, vindas do seminário, estão conectadas a outras vozes, vindas de outros lugares, com estreita relação com o Natal. Às vezes penso que o Natal é tempo de milagres.
Hoje uma voz me disse que todo Natal é Natal, mas que nenhum Natal é igual, que tudo depende do que acontece na vida da gente.
É o sentido da vida que faz o Natal ser diferente. Essa voz me ensinou que o Natal é tempo de renovação. A volta à igreja.
Essa é uma das vozes que não se calam. E como é bom poder ouvi-la, recordá-la e compartilhá-la. Voltar à igreja, às primeiras inspirações vocacionais. Natal é tempo de conversão.
Lembro-me bem daquele dezembro de 1980. O Natal se aproximava. E como em muitas outras comunidades, a nossa também estava entrando no clima de Natal, rezando e vivendo o Natal em família.
Tempo de alegria, perdão e reconciliação. Foi daí que resolvi voltar para igreja. Já não sabia rezar. A vida tem dessas coisas, às vezes, a gente deixa de ouvir a voz de Deus, de falar com Ele. Mas Deus não se cala, basta querer Ouvi-lo.
Retornei com disposição: participação nas missas, terço, PLC, Legião de Maria, Vicentino, Comunidades Eclesiais de Base.
Estava de bem com a vida e com Deus. E assim se foram dois anos. Comecei a ouvir outras vozes, as dos retiros espirituais, encontros de jovens.
Foi quando comecei a ouvir as primeiras vozes vocacionais, os primeiros chamados a ser padre. Comecei a ouvir as vozes de Deus, da igreja e da comunidade. Natal, tempo de ação.
De volta aos estudos. O eco dessa voz vem de muito longe. Era dezembro de 1982, mais um Natal se aproximava. Tempo de esperança. Agora eu já era coordenador de grupos. Que experiência abençoada e inesquecível.
O Natal em família era tudo de bom. Uma voz leva a outra. Uma voz me chamava para ser Padre, a outra falava dos meus estudos atrasados, 4ª série, com 22 anos. Era Natal, tempo de desafios. Voltei a estudar com 23 anos, 5ª série.
Em 1985 terminei o Ensino Fundamental. E daí, mais uma voz, o convite para participar da convivência vocacional.
Mais uma voz, a aprovação e o convite para entrar no seminário. Era Natal, tempo de nascimento, de vida nova. Em 1986, eu respondi, sim, fui para o seminário. Já se foram 40 anos, mas ainda ouço Vozes do Natal.
.:: Membro da Uneser recorda tempos no Seminário Santa Teresinha ::.
Fonte: José Ribeiro Leite - Membro da Uneser
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