Em 25 de abril de 2025, as Monjas Redentoristas celebraram o 300º aniversário da Revelação da Ordem Redentorista à Beata Maria Celeste Crostarosa.
Trezentos anos não são muitos em comparação com os das grandes e, certamente mais conhecidas, ordens monásticas, mas são suficientes para poder afirmar, mesmo com um pouco de orgulho, que nossa família redentorista está “fazendo” a história e seu carisma não cessa de ser cada vez mais atual.
Madre Celeste, pela profundidade de seus escritos espirituais, pela força de sua personalidade, pela agudeza da contemplação, é considerada uma das maiores místicas do século XVIII italiano.
Superior Geral, Pe. Rogério Gomes, C.Ss.R., e as monjas do Mosteiro de Afonso de Dublin, na Irlanda
Ela foi amante da verdade, que encontrou em Cristo, e da liberdade que se movia em sua consciência reta e transparente. O que Irmã Celeste nos transmitiu é hoje algo dado como “certo” na Igreja de nossos dias, mas não era assim no século XVIII, quando havia grande ênfase e relevância na “prática” de amar Jesus, no “esforço” de encontrá-lo, no “fazer” algo para torná-lo próximo.
Madre Celeste, ao contrário, viveu a relação com Jesus como uma “experiência” que sempre parte Dele. Desta experiência viva de Cristo nasce nossa Ordem na Igreja e nossa missão, que é ser “memória viva do Redentor”.
Não somos cópias inanimadas de Cristo e de suas ações, mas é Ele mesmo quem imprime em nós sua “semelhança” para que, quem nos vê, veja Jesus que revive no mundo através de cada uma.
Monjas Redentoristas estão presentes na África, América Latina, Ásia e Europa
.:: Conheça a vida de clausura das Monjas Redentoristas ::.
Assim, torna-se evidente que a proposta espiritual de Madre Celeste é profundamente cristocêntrica. Ela se articula em torno do mistério do Verbo Encarnado, que o Espírito atualiza incessantemente em nós, transformando nossa vida na Sua: Cristo pode assim “renascer ao mundo nas almas de seus queridos” (Autobiografia).
Não nascemos, portanto, de uma ideia, mas de uma “Pessoa”, Cristo, para nos identificarmos com Ele e continuarmos sua presença e obras de salvação. Claramente, tudo isso se expressa em gestos concretos de amor, comunicação e fraternidade.
A proposta espiritual de Madre Celeste, tal como ela a formulou, tem um valor universal, para além da Ordem do Santíssimo Redentor. Em “Vita Consecrata” está escrito: “A vida consagrada constitui memória viva do modo de existir e agir de Jesus como Verbo Encarnado diante dos irmãos. Ela é tradição viva da vida e da mensagem do Salvador” (n. 22).
Madre Celeste, mulher simples, mas decidida e corajosa, porque profundamente apaixonada por Deus, antecipou em parte o caminho que a Igreja e a vida consagrada percorreram após o Concílio Vaticano II, tanto que hoje nosso carisma é mais atual do que nunca.
Assembleia das Monjas Redentoristas realizada em Aparecida (SP), em maio de 2025
E é precisamente essa atualidade que nos sustenta e encoraja a empreender caminhos sempre novos de comunhão, aceitando as propostas e os desafios que a Igreja e nosso mundo em contínua evolução nos apresentam. Assim foi para o nascimento das Federações!
Nossa Federação “Beata Maria Celeste” é composta por 21 Mosteiros e abrange quatro continentes: África, América Latina (com Haiti), Ásia e Europa.
O projeto federal destes primeiros anos teve como objetivo compreender bem a situação dos mosteiros, especialmente os mais frágeis e necessitados, com escuta e proximidade; dar atenção especial à formação permanente e inicial, pensando na criação de cursos que possam ajudar; aprofundar o conhecimento da espiritualidade Crostarosiana, da vida e das obras da Beata; e, sobretudo, favorecer a comunicação e a união entre os mosteiros.
Nestes primeiros passos de seu caminho, a Federação tem sido uma realidade muito positiva para nossa família Redentorista e um sinal de esperança para o futuro.
Ir. Imma Di Stefano, O.Ss.R., presidente da Federação Beata Maria Celeste
Através desta estrutura, de fato, criou-se uma rede de relações que já traz muitos frutos, como o conhecimento mútuo, a compreensão das diferentes condições em que vivemos, a necessidade de aumentar a solidariedade ativa entre nós, para salvaguardar a presença da vida contemplativa redentorista onde quer que estejamos.
Ainda hoje Madre Celeste nos ensina o que significa ser mulher segundo o Evangelho. O coração formado pelo amor de Cristo torna-se um coração que ama, que se doa, não em um sentimentalismo estéril, mas em uma maternidade espiritual que se torna capaz de gerar novas vidas.
É da profunda espiritualidade de nossa Fundadora que desejamos extrair a força da Verdade e a liberdade espiritual para abrir novas perspectivas de florescimento e entrelaçar com a oração e a comunhão fraterna uma “rede” invisível para que a pesca seja abundante e toda a humanidade possa ser uma “Memória Viva” do Amor do Pai que é Jesus Redentor!
.:: A vida das Monjas Redentoristas ::.
Fonte: Texto escrito originalmente pela Ir. Imma Di Stefano para a revista "Focus Provincialis"
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