Por Elisangela Cavalheiro Em Notícias Atualizada em 20 MAI 2019 - 11H07

O juramento de Santo Afonso para a Imaculada

Reprodução.
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Santo Afonso jurou amor à Imaculada após uma decepção nos tribunais.


Santo Afonso tinha apenas 16 anos quando recebeu o doutorado em direito civil e canônico, em 21 de janeiro de 1713. Neste mesmo dia, logo depois que recebeu a graduação, fez o voto público de defender a verdade da Imaculada da Conceição de Maria.

O dogma da Imaculada Conceição viria a ser proclamado pela Igreja somente 140 anos depois, mas Afonso nunca hesitou dessa verdade.

Proclamado pelo Papa Pio IX, no dia 8 de dezembro de 1854, na Bula Ineffabilis Deus, institui que Maria foi concebida sem mancha de pecado original desde a sua concepção e também de todo pecado pessoal ao longo de sua vida.

:: A fé na Imaculada Conceição de Maria

Grande é a devoção de Santo Afonso pela Imaculada Conceição que, ao fundar a Congregação do Santíssimo Redentor, em 1732, ele a coloca como Padroeira Oficial desta ordem religiosa e ainda, em 1750, escreve o seu famoso livro "Glórias de Maria", no qual defende o dogma mariano.

:: Imaculada Conceição na Congregação Redentorista

“Maria tinha de ser medianeira de paz entre Deus e os homens. Logo, absolutamente, não podia aparecer como pecadora e inimiga de Deus, mas só como Sua amiga, toda imaculada”, escreve Santo Afonso em Glórias de Maria (cf. pg. 209)

A Imaculada Conceição de Maria já era refletida e rezada desde o século IV. Tanto que, em 1476, ela foi incluída no calendário litúrgico da Igreja, e em 1708, o Papa Clemente XI estendeu esta festa para toda a Cristandade.

É interessante notar que Santo Afonso fez esse juramento após uma decepção no tribunal. Ele era um excelente advogado e nunca havia perdido uma única causa, quando isso ocorreu ele disse uma frase que ficou conhecida em sua história: "Ó mundo falaz, agora eu te conheço! Adeus tribunais!".

Santo Afonso perdeu uma causa importante, por pura influência política, pois o juiz havia sido corrompido. Esta atitude do magistrado, o fez abandonar os tribunais, pois era veemente defensor da justiça e da equidade. 

O relato do juramento de Santo Afonso foi escrito pelo missionário redentorista Théodule Rey-Mermet (1910-2002), no livro biográfico “O santo do século das Luzes: Afonso de Ligório”, lançado em 1983. 

Leia o juramento de Santo Afonso:

“Eu, Afonso Maria de Ligório, humilde servo de Maria sempre virgem, Mãe de Deus, prostrado aos pés da divina majestade, na presença da inefável Trindade, do único Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, tomando a testemunhas todos os habitantes da Jerusalém celestial, acredito fielmente com o espírito, abraço realmente com o coração e proclamo firmemente com a boca que vós, ó Mãe de Deus sempre virgem, vós fostes objeto por parte do todo poderoso Deus, de um privilégio absolutamente único: vós fostes inteiramente preservada da mancha de pecado original, desde o primeiro instante de vossa concepção, ou seja, a partir do momento da união do vosso corpo com a vossa alma. Em público e no privado, até o último suspiro da minha vida, vou ensinar essa doutrina e vou me esforçar com todas as minhas forças para que todos a considerem e a ensinem. Tão certo, assim prometo, assim juro e que Deus me ajude e esses santos evangelhos a que toco”.

Quando adulto, já dedicado como missionário, bispo e escritor, Afonso vai renovar o juramento feito aos dezesseis anos:

“Minha Imaculada Senhora, eu me alegro convosco, de vos ver enriquecida de tanta pureza. Agradeço e proponho sempre agradecer ao Criador, por vos preservar de toda mancha de culpa, como eu guardo por certo, e juro defender este grande privilégio de vossa Imaculada Conceição, e juro dar, se for preciso, a minha vida também”.

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Santo Afonso é o autor mariano mais lido em todo o mundo.



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