Por Redentoristas Em Notícias Atualizada em 08 AGO 2019 - 09H56

10 mandamentos do Advogado por Santo Afonso Maria de Ligório

Santo Afonso de Ligório, aos 20 anos de idade, estava no auge de sua carreira como advogado, não tendo perdido uma única causa em Nápoles, Itália, no início do século XVIII. Conhecido por sua conduta ética, só defendia aquelas que julgava justas. 

Shutterstock.
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Santo Afonso perdeu uma única causa, e esta o levou a deixar os tribunais.


Preocupado com a malícia e a mentira que rondavam seus colegas de profissão, antes de desistir da carreira e ser ordenado sacerdote, Santo Afonso escreveu uma lista de condutas éticas que podem ser aplicadas até hoje.  Se tornou um decálogo justo e honrado para os advogados.

:: Saiba o motivo que fez Santo Afonso deixar os tribunais

Decálogo do Advogado por Santo Afonso Maria de Ligório: 

1 – Não é lícito jamais aceitar causas injustas, porque são perniciosas para a consciência e o decoro.

2 – Não se deve defender causa com meios ilícitos.

3 – Não se deve agravar o cliente com despesas demasiadas, havendo então obrigação de restituir.

4 – As causas dos clientes devem ser tratadas com aquela dedicação com a qual se tratam as causas próprias.

5 – É necessário o estudo dos processos para dele se tirarem os argumentos precisos para a defesa da causa.

6 – Muitas vezes, a dilação (adiamento) e a incúria (negligência) dos advogados prejudicam os clientes e os prejuízos devem ser reparados; do contrário, peca-se contra a justiça.

Reprodução.
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*27 de setembro de 1696 + 01 de agosto de 1787


7 – O advogado deve implorar a Deus auxílio da defesa, porque Deus é o primeiro protetor da justiça.

8 – Não é digno de elogio um advogado que aceita muitas causas, superiores aos seus talentos, às suas forças e ao tempo que frequentemente lhe faltará a fim de preparar-se para a defesa.

9 – A justiça e honestidade nunca devem separar-se dum advogado; pelo contrário, devem sempre guardar-se como se guardam a pupilas dos olhos.

10 – Um advogado que perde uma causa por sua negligência, fica obrigado a reparar os danos.

11 – No defender as causas é preciso ser verdadeiro, sincero, respeitoso e razoável.

12 – Finalmente, os requisitos de um advogado são: ciência, diligência, verdade, fidelidade, justiça.


Leia também: 

:: O juramento de Santo Afonso para a Imaculada


Fonte: Peripécias de um Santo, de João Batista Michelotto, C.Ss.R. Editora Santuário, 1980.

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